⚡ Resposta Rápida — O que é Dilantin?
Dilantin é uma cápsula oral fenitoína sódica (100 mg) cápsula de liberação prolongada — um anticonvulsivante de primeira geração da classe das hidantoínas usado para crises tônico-clônicas (grande mal), convulsões parciais complexas, e prevenção de convulsões após neurocirurgia. Funciona bloqueando os canais de sódio dependentes de voltagem nos neurônios, estabilizando o estado inativado e prevenindo disparos repetitivos. Dose adulta usual: 300–400 mg/dia em 1–2 doses divididas (formas de liberação prolongada permitem dose única diária). Faixa terapêutica: 10–20 µg/mL — requer monitoramento devido à farmacocinética não linear (saturável). Efeitos colaterais comuns: hiperplasia gengival, ataxia, nistagmo, hirsutismo, afrouxamento dos traços faciais. Muitas interações medicamentosas via indução de CYP2C9/2C19.
📦 Todo pedido é coberto pelo nosso Política de Reenvio Garantido — se sua encomenda não chegar em 20 dias úteis, nós a reenviamos.
Nossos medicamentos genéricos são obtidos de fabricantes certificados pela WHO-GMP e enviados mundialmente em embalagens discretas e simples — sem o nome do medicamento no exterior da encomenda. Pagamentos com cartão são processados por um processador regulamentado (os descritores de extrato incluem um processador de pagamento regulamentado — nunca “MedsBase” ou qualquer nome de medicamento). Criptomoedas e transferência bancária SEPA também são aceitas. Cada pedido é garantido pela nossa Política de Reenvio.
Nossos medicamentos genéricos são provenientes de fabricantes certificados pela WHO-GMP e enviados para todo o mundo em embalagens discretas e simples — sem o nome do medicamento na parte externa da encomenda. Os pagamentos com cartão são processados por um processador regulamentado (os descritores de extrato incluem um processador de pagamentos regulamentado — nunca “MedsBase” ou qualquer nome de medicamento). Crypto e transferência bancária SEPA também são aceitos. Cada pedido é respaldado pela nossa Política de Garantia de Reenvio.
O que é Dilantin?
Dilantin é uma cápsula de liberação prolongada para administração oral contendo fenitoína sódica 100 mg. A fenitoína é um dos anticonvulsivantes mais antigos e amplamente utilizados, em uso clínico contínuo desde 1938 — tornando-a um dos medicamentos mais extensivamente estudados na medicina.
A fenitoína estabiliza as membranas neuronais ao bloquear os canais de sódio dependentes de voltagem, prevenindo a descarga repetitiva que está na base da propagação das crises convulsivas. Está na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS e continua sendo uma opção de primeira linha para crises tônico-clônicas e crises focais. Dilantin é a marca original desenvolvida pela Parke-Davis (agora Pfizer) e é o padrão de referência para todos os genéricos de fenitoína.
A fenitoína é única entre os anticonvulsivantes por sua cinética de ordem zero (saturação) em doses terapêuticas: pequenas alterações na dose podem produzir mudanças desproporcionalmente grandes nos níveis sanguíneos. É por isso que o monitoramento terapêutico de medicamentos (TDM) é obrigatório com a fenitoína — uma característica que a torna mais exigente para prescrever do que os agentes mais novos, mas também a mais ajustável quando usada por clínicos experientes.
Como o Dilantin (Fenitoína) Funciona?
A fenitoína bloqueia canais de sódio dependentes de voltagem ao se ligar preferencialmente ao seu estado inativado. Isso prolonga o período refratário dos neurônios, impedindo o disparo repetitivo rápido que está na base da propagação das crises. Diferente dos anticonvulsivantes mais novos que atuam em múltiplos alvos, a fenitoína é um bloqueador relativamente seletivo dos canais de sódio.
Criticamente, a fenitoína exibe farmacocinética não linear (ordem zero, saturável) descrita pela equação de Michaelis-Menten. Isso significa que pequenos aumentos de dose próximos à saturação podem produzir aumentos desproporcionalmente grandes nos níveis sanguíneos, tornando o monitoramento terapêutico de drogas essencial.
Indicações
- Crises tônico-clônicas generalizadas (grand mal)
- Crises parciais complexas (focais)
- Estado de mal epiléptico (dose de ataque IV — não esta forma oral)
- Profilaxia de crises pós-neurocirurgia/lesão cerebral traumática
- Neuralgia do trigêmeo (segunda linha, uso off-label)
Dosagem e Monitoramento Terapêutico de Medicamentos
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Dose usual para adultos | 300–400 mg/dia (uma vez ao dia ou dividido) |
| Dose de carga (se necessário) | 1.000 mg divididos em 3 doses em 24 h (carga oral) |
| Faixa terapêutica (total) | 10–20 µg/mL |
| Nível livre (não ligado) | 1–2 µg/mL (verificar em hipoalbuminemia, insuficiência renal) |
| Ajustes de dose | Apenas incrementos de 25–50 mg (cinética não linear) |
| Tempo para estado estacionário | 5–14 dias (mais tempo em doses mais altas) |
Importante: As cápsulas de liberação prolongada (Dilantin Kapseals) devem ser engolidas inteiras, não mastigadas ou esmagadas. A fenitoína de liberação prolongada genérica nem sempre é intercambiável com a de marca — discuta a troca com seu profissional de saúde.
Efeitos Colaterais
Comuns: hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva, em até 50% dos usuários de longo prazo), nistagmo, ataxia, fala arrastada, sonolência, hirsutismo, acne, espessamento das características faciais.
Sinais de toxicidade relacionados à dose (em ordem de aparecimento):
| Nível Sérico | Sinais |
|---|---|
| >20 µg/mL | Nistagmo |
| >30 µg/mL | Ataxia, fala arrastada |
| >40 µg/mL | Confusão, letargia |
| >50 µg/mL | Convulsões (paradoxais), coma |
Graves/de longo prazo: osteomalácia (interferência no metabolismo da vitamina D), anemia megaloblástica (depleção de folato), síndrome de Stevens-Johnson/TEN (rara — maior risco em portadores de HLA-B*1502, comum em populações do Sudeste Asiático), hepatotoxicidade, síndrome da luva púrpura (extravasamento IV — não aplicável ao uso oral), atrofia cerebelar (níveis supraterapêuticos crônicos).
Avisos e Precauções
- O monitoramento terapêutico de medicamentos é obrigatório. O nível alvo total de fenitoína: 10–20 µg/mL (fenitoína livre: 1–2 µg/mL). A cinética de ordem zero significa que um pequeno aumento na dose (por exemplo, de 300 para 330 mg/dia) pode elevar os níveis para a faixa tóxica. Verifique os níveis 7–10 dias após qualquer alteração de dose.
- Comportamento suicida — aviso de classe. Todos os anticonvulsivantes possuem um aviso da FDA sobre o aumento de ideação suicida. Monitore o humor, especialmente nos primeiros 3 meses.
- Reações cutâneas adversas graves (SCARs). A fenitoína apresenta risco de Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrolysis epidérmica tóxica (TEN), particularmente em pacientes com HLA-B*15:02 (comum em populações do Sudeste Asiático). Realize a triagem para HLA-B*15:02 antes de iniciar a fenitoína em populações de risco.
- Síndrome DRESS. Reação a Drogas com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos — início tipicamente 2–8 semanas após o início. Apresenta-se como febre, erupção cutânea, linfadenopatia e envolvimento de órgãos (fígado, rins). Descontinuar imediatamente.
- Hiperplasia gengival. Ocorre em ~50% dos usuários crônicos. Higiene oral meticulosa reduz a gravidade. Considere agentes alternativos em pacientes jovens com preocupações estéticas.
- Hepatotoxicidade. Raro, mas pode ser grave, especialmente com DRESS. Monitorar enzimas hepáticas se houver febre ou erupção cutânea.
- Gravidez — categoria D. A fenitoína é teratogênica (síndrome da hidantoína fetal: anomalias craniofaciais, unhas e dígitos, restrição de crescimento). Usar apenas se não houver alternativa para controlar convulsões. Ácido fólico 5 mg/dia desde o período pré-concepção. Vitamina K 10 mg/dia no último mês (a fenitoína esgota a vitamina K fetal → hemorragia neonatal).
- Osteoporose. O uso prolongado de fenitoína induz enzimas CYP que metabolizam a vitamina D, levando à osteomalácia. Suplementar com vitamina D 1.000–2.000 UI/dia e monitorar densitometrias ósseas.
- Alimentação enteral. A alimentação por sonda reduz a absorção de fenitoína em até 70%. Suspender a alimentação 2 horas antes e depois da dose.
Contraindicações — Quem NÃO Deve Tomar Dilantin
- Hipersensibilidade conhecida à fenitoína, outras hidantoínas ou qualquer excipiente.
- Uso concomitante de delavirdina (NNRTI do HIV — a fenitoína reduz os níveis de delavirdina para abaixo do terapêutico)
- Bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial, bloqueio AV de segundo/terceiro grau, síndrome de Adams-Stokes
- Pacientes positivos para HLA-B*15:02 (a menos que não exista alternativa e o benefício claramente supere o risco de SJS/TEN)
- Porfíria
Interações medicamentosas
A fenitoína é tanto um substrato e indutor do CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4, tornando-a um dos anticonvulsivantes com maior propensão a interações:
- Fármacos que aumentam os níveis de fenitoína: fluconazol, isoniazida, omeprazol, amiodarona, fluoxetina, valproato, trimetoprima
- Fármacos cujos níveis a fenitoína reduz: varfarina (paradoxal: a fenitoína inicialmente desloca e depois induz o metabolismo), contraceptivos orais, ciclosporina, dexametasona, teofilina, doxiciclina, lamotrigina, carbamazepina, metadona
- Nutrição enteral: A alimentação contínua por sonda reduz a absorção de fenitoína — suspenda a alimentação 2 horas antes e após a dose.
- Álcool: O uso crônico induz o metabolismo (níveis mais baixos); a intoxicação aguda inibe o metabolismo (níveis mais altos).
Instruções de Armazenamento
- Armazene em temperatura ambiente, 15–30°C. Proteger da umidade e da luz.
- Mantenha as cápsulas na embalagem original de blister até o uso.
- Não armazenar no banheiro.
- Mantenha fora do alcance de crianças — a overdose de fenitoína é uma emergência médica (nistagmo → ataxia → coma).
- Não use após a data de validade.
Categorias relacionadas na MedsBase
- Veja todos os medicamentos neurológicos e para epilepsia
- Navegue pelos medicamentos para alívio da dor
Perguntas Frequentes
Para que é usado o Dilantin?
O Dilantin contém fenitoína 100 mg e é usado para controlar e prevenir convulsões tônico-clônicas e parciais complexas na epilepsia, e para prevenção de convulsões após cirurgia cerebral ou lesão na cabeça.
Por que a fenitoína precisa de monitoramento dos níveis sanguíneos?
A fenitoína possui farmacocinética não linear — o sistema enzimático que a metaboliza fica saturado em doses terapêuticas. Um pequeno aumento na dose (por exemplo, 300 → 350 mg) pode causar um aumento desproporcionalmente grande no nível sanguíneo, de terapêutico para tóxico. O monitoramento regular mantém o nível na janela terapêutica de 10–20 µg/mL..
O que é hiperplasia gengival e pode ser prevenida?
A hiperplasia gengival é um crescimento excessivo das gengivas, ocorrendo em até 50% dos pacientes em uso prolongado de fenitoína. Uma boa higiene bucal (escovação regular, uso de fio dental, consultas odontológicas) reduz a gravidade, mas não a elimina. A troca para um anticonvulsivante diferente é a solução definitiva quando as alterações gengivais se tornam problemáticas.
Posso alternar entre fenitoína de marca e genérico?
As formulações de liberação prolongada de fenitoína podem diferir nas características de absorção entre fabricantes. Algumas diretrizes recomendam não alternar entre marcas/genéricos sem monitoramento dos níveis, pois mesmo pequenas alterações na biodisponibilidade podem levar os níveis a saírem da estreita janela terapêutica.
Por que a fenitoína deve ser evitada em crises de ausência?
A fenitoína (e a carbamazepina) pode piorar as crises de ausência (pequeno mal) ao alterar os ritmos talamocorticais. Os tratamentos de primeira linha para crises de ausência são etossuximida, valproato ou lamotrigina.
A fenitoína afeta a saúde óssea?
Sim — o uso prolongado de fenitoína induz enzimas CYP que aceleram o metabolismo da vitamina D, levando a osteomalácia e aumento do risco de fraturas. Pacientes em uso prolongado de fenitoína devem tomar suplementos de vitamina D e cálcio e realizar exames periódicos de densidade óssea.
O Dilantin é seguro durante a gravidez?
A fenitoína é um conhecido teratógeno (síndrome fetal da hidantoína: restrição de crescimento, anomalias craniofaciais, defeitos nos membros). Deve ser substituída por um anticonvulsivante mais seguro (lamotrigina ou levetiracetam) antes da concepção, quando possível. Se a fenitoína precisar ser mantida, suplementação com altas doses de folato e monitoramento especializado são essenciais.
O que devo fazer se esquecer uma dose de Dilantin?
Tome assim que lembrar. Se estiver perto da próxima dose programada, pule a dose esquecida. Nunca tome uma dose dupla — devido à cinética não linear, dobrar a dose pode elevar os níveis para a faixa tóxica.
Por que o teste HLA-B*1502 é mencionado com a fenitoína?
O HLA-B*1502 alelo (comum em populações do Sudeste Asiático) está fortemente associado à fenitoína e à carbamazepina induzindo síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrólise epidérmica tóxica (TEN) — reações cutâneas potencialmente fatais. Recomenda-se realizar testes antes de iniciar a fenitoína em populações de risco.
Posso tomar antiácidos com Dilantin?
Antiácidos contendo cálcio e alumínio podem reduzir a absorção de fenitoína. Separe-os por pelo menos 2 horas.
Dilantin é o mesmo que Epanutin?
Ambos contêm fenitoína. Dilantin e Epanutin são nomes comerciais usados em diferentes mercados. Este produto utiliza o nome Dilantin e contém a mesma formulação de 100 mg de fenitoína sódica.
Alternativas Relacionadas
Outros produtos em Condições Crônicas que os clientes também visualizam:



























Avaliações
Ainda não há avaliações