⚡ Resposta Rápida — O que é Lanoxin?
Lanoxin comprimido usado para tratar Comprimido de digoxina 0.25 mg da GSK — um glicosídeo cardíaco extraído da planta dedaleira (Digitalis lanata). A digoxina é o medicamento cardiovascular mais antigo ainda em uso clínico generalizado (William Withering 1785). Usos modernos: insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (IC-FER) — benefício sintomático e redução de hospitalizações (estudo DIG 1997, sem benefício na mortalidade); controle da frequência na fibrilação atrial — principalmente em pacientes sedentários ou idosos onde a intolerância aos betabloqueadores limita outras opções. Índice terapêutico estreito — alvo sérico de 0,5-0,9 ng/mL em HF; 0,8-2,0 ng/mL em AF. Toxicidade >2 ng/mL, especialmente em insuficiência renal, hipocalemia ou com medicamentos interativos. Dose típica: 62,5-250 mcg uma vez ao dia, titulada conforme nível + resposta da taxa. Contraindicado na síndrome de Wolff-Parkinson-White com AF, bloqueio AV de segundo/terceiro grau, bradicardia grave, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, miocardite ativa.
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O Que É Lanoxin?
Lanoxin são comprimidos de 0,25 mg de digoxina da GSK, fornecidos em embalagens de 30-90 comprimidos. A digoxina é o glicosídeo cardíaco de referência, extraído das folhas de Digitalis lanata (dedaleira lanosa). Seu antecedente, a digitalis (de Digitalis purpurea), foi introduzido na medicina ocidental por William Withering em sua monografia histórica de 1785 “An Account of the Foxglove” — possivelmente o primeiro texto de farmacologia clínica baseado em evidências. A digoxina tem uma janela terapêutica estreita e requer individualização cuidadosa, monitoramento dos níveis séricos e vigilância para toxicidade.
Como a Digoxina Funciona
A digoxina inibe a ATPase sódio-potássio (bomba Na/K) nas membranas das células miocárdicas. Efeitos subsequentes:
- Aumento do sódio intracelular — redução secundária da atividade do trocador Na/Ca, levando ao aumento do cálcio intracelular
- Inotropismo positivo — contração cardíaca mais vigorosa. Efeito leve, útil na HF sistólica.
- Aumento do tônus vagal — redução da frequência cardíaca e diminuição da condução nodal AV. Este é o principal mecanismo de controle da frequência na FA.
- Efeitos neurohormonais — redução da ativação simpática, diminuição da noradrenalina plasmática e da renina. Mecanismo de benefício na IC-FER.
- Sem vasodilatação periférica ou redução direta da pós-carga — diferentemente dos inibidores da ECA, BRA e ARNIs, que também reduzem a pós-carga.
Evidências e Usos
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (IC-FER): Estudo DIG (1997) — digoxina em 6.800 pacientes com IC-FER já em uso de inibidor da ECA não mostrou diferença na mortalidade, mas reduziu as hospitalizações por insuficiência cardíaca em 28%. Análises post-hoc sugeriram que o benefício está concentrado em níveis séricos de 0,5-0,9 ng/mL; níveis mais altos (>1,2 ng/mL) mostraram possível dano. As diretrizes modernas posicionam a digoxina como um tratamento adicional para sintomas persistentes apesar da terapia tripla/quádrupla otimizada (inibidor da ECA/BRA/ARNI + betabloqueador + antagonista do MR + inibidor do SGLT2).
Controle da frequência na fibrilação e flutter atrial: a digoxina foi o medicamento original para controle da frequência na FA. A preferência moderna são os betabloqueadores ou CCBs não-diidropiridínicos (diltiazem, verapamil) para a maioria dos pacientes com FA. A digoxina mantém seu lugar onde a intolerância a betabloqueadores ou a coexistência de IC tornam os outros agentes problemáticos; também é útil em pacientes idosos sedentários onde um controle adequado da frequência em repouso é alcançável sem o controle da frequência durante o exercício exigido em pacientes ativos. O uso moderno frequentemente adiciona digoxina a um betabloqueador em vez de usá-la isoladamente.
Outros usos: historicamente usado em taquicardia supraventricular (agora substituído por adenosina no tratamento agudo e por ablação por cateter de forma definitiva).
Dosagem
Dose de ataque (digitalização rápida, FA ou IC aguda): raramente usado na prática moderna. Se necessário: 500 mcg por via oral, seguidos de 250-500 mcg em intervalos de 6-8 horas até um total de 0,75-1,5 mg em 24 horas.
Dose de manutenção: 62,5-250 mcg uma vez ao dia. Dose típica para idosos 62,5-125 mcg; dose típica para adultos mais jovens 125-250 mcg. Reduzir ainda mais em caso de insuficiência renal (a digoxina é 70% eliminada pelos rins).
Nível sérico alvo: 0,5-0,9 ng/mL na IC-FEr; 0,8-2,0 ng/mL no controle da frequência na FA. Medir o nível de vale (8-12 horas após a dose), 7 dias após a mudança de dose.
Monitoramento: basal de U&E (potássio e creatinina críticos), ECG, nível de digoxina no dia 7, depois a cada mudança de dose e anualmente uma vez estável. Reavaliar a qualquer mudança na função renal, no início de medicamentos interagentes (amiodarona, verapamil, espironolactona, claritromicina), ou em caso de preocupação clínica por toxicidade (náusea, distúrbio visual, confusão, qualquer nova arritmia).
Toxicidade por digoxina (nível >2 ng/mL com sintomas):
- Iniciais: náusea, vômito, anorexia, confusão
- Clássicos: distúrbio visual amarelo-esverdeado (xantopsia), halos
- Cardíacos: qualquer arritmia — mais comumente taquicardia atrial com bloqueio AV, extrassístoles ventriculares, TV bidirecional
- Grave: arritmia potencialmente fatal, hipercalemia (o vazamento de potássio devido à inibição da bomba Na/K é um marcador de gravidade)
Tratamento da toxicidade: suspender a digoxina, corrigir potássio e magnésio, considerar fragmentos de anticorpo específico para digoxina (DigiFab) para arritmia potencialmente fatal ou potássio >5 mmol/L em intoxicação aguda.
Contraindicações
- Síndrome de Wolff-Parkinson-White com fibrilação atrial (pode acelerar a resposta ventricular via via acessória, causando FV)
- Bloqueio AV de segundo ou terceiro grau sem marca-passo
- Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (HOCM) — a inotropia positiva piora a obstrução do fluxo de saída
- Miocardite ativa
- Taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular (o inotrópico pode piorar)
- Bradicardia grave ou síndrome do nó sinusal
- Intoxicação basal por digoxina (verificar nível)
- Hipersensibilidade à digoxina
Gravidez: relativamente seguro se necessário; atravessa a placenta; usado ocasionalmente no tratamento de taquiarritmia fetal. Amamentação: compatível.
Interações medicamentosas
- Amiodarona — aumenta os níveis de digoxina em 50-100%. Reduza a dose de digoxina pela metade ao iniciar a amiodarona.
- Verapamil, diltiazem — aumenta os níveis de digoxina em 50-70% e causa bradicardia. Reduza a dose; monitore os níveis.
- Quinidina, dronedarona, propafenona — aumenta significativamente os níveis de digoxina.
- Espironolactona, eplerenona — aumenta moderadamente os níveis de digoxina (competição pela P-glicoproteína).
- Claritromicina, eritromicina, azitromicina — aumenta os níveis de digoxina (efeitos no microbioma intestinal + P-gp). Monitore.
- Diuréticos de alça e tiazídicos — a hipocalemia potencializa a toxicidade da digoxina. Monitore o potássio; adicione espironolactona ou eplerenona, se necessário.
- Betabloqueadores, CCBs não-DHP — bradicardia e bloqueio AV adicionais.
- Colestiramina, antiácidos, farelo — reduzem a absorção de digoxina. Separe as doses por 2 horas.
- Rifampicina, erva de São João — reduzem os níveis de digoxina por indução da P-gp.
Armazenamento
Armazene o Lanoxin abaixo de 25°C. Mantenha fora do alcance de crianças.
Perguntas Frequentes
Por que preciso fazer exames de sangue com o Lanoxin?
A digoxina tem uma janela terapêutica estreita — os níveis efetivos e tóxicos estão próximos, e a toxicidade pode ser fatal. Os níveis séricos são medidos no início (após 7 dias em dose estável), a cada mudança de dose, em alterações da função renal, ao iniciar medicamentos interativos e em qualquer sintoma sugestivo de toxicidade (náusea, alteração visual, nova arritmia).
Quais são os sinais de toxicidade por digoxina?
Iniciais: perda de apetite, náusea, vômito. Clássicos: alterações visuais amarelo-esverdeadas ou halos ao redor de luzes. Cardíacos: qualquer nova palpitação ou arritmia. Neurológicos: confusão, fadiga. Se qualquer um desses aparecer, interrompa o medicamento e busque avaliação médica urgente — verifique nível de digoxina, potássio e ECG.
Posso tomar ibuprofeno com Lanoxin?
O uso crônico de AINEs é arriscado — AINEs reduzem a função renal, aumentando os níveis de digoxina (70% da digoxina é eliminada pelos rins). Use paracetamol para dor crônica.
E se eu perder uma dose?
Tome assim que lembrar, a menos que já tenham passado mais de 12 horas — nesse caso, pule a dose esquecida e retome normalmente. Não duplique a dose. Uma dose esquecida raramente desestabiliza a pressão arterial ou o ritmo cardíaco.
Onde posso comprar Lanoxin online?
Você pode comprar Lanoxin (digoxina 0,25 mg, 30-90 comprimidos) na MedsBase com embalagem discreta e envio mundial.
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