Resposta Rápida
L-Glutationa (glutationa reduzida (GSH) oral/IV) é a glutationa reduzida — o principal tripeptídeo antioxidante intracelular. É usada como terapia adjuvante na neuropatia periférica induzida por quimioterapia, na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e como antioxidante de suporte em condições de estresse oxidativo.
- Glutationa reduzida (L-glutationa, GSH) — o principal antioxidante intracelular
- Indicações: neuropatia por cisplatina/oxaliplatina, DHGNA, estresse oxidativo hepático, autismo (apenas pesquisa)
- Cápsula oral ou IV (ambiente especializado)
- fabricante certificado pela WHO-GMP
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O que é L-Glutathione?
L-Glutathione (glutationa reduzida, GSH) é um tripeptídeo de glutamato, cisteína e glicina. É o principal antioxidante intracelular, o substrato da glutationa peroxidase (o neutralizador celular de peróxido de hidrogênio) e um tiol chave envolvido na desintoxicação de eletrófilos, xenobióticos e espécies reativas de oxigênio. A depleção celular de GSH é uma característica da toxicidade por paracetamol, sepse grave, lesão hepática oxidativa e danos teciduais induzidos por quimioterapia.
Indicações
- Neuropatia periférica induzida por quimioterapia com cisplatina/oxaliplatina — evidências modestas de que a glutationa intravenosa reduz a gravidade
- Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) — reduz o estresse oxidativo hepático; as evidências são modestas
- Suporte à desintoxicação hepática em doença hepática relacionada ao álcool (apenas como adjuvante)
- Antioxidante adjuvante em condições crônicas de estresse oxidativo
- Doença de Parkinson idiopática — pequenos estudos mostram benefício sintomático transitório; não é tratamento padrão
- Transtorno do espectro autista — apenas para pesquisa, sem base de evidências para uso clínico
O glutationa tem sido amplamente comercializado como uma injeção intravenosa de “clareamento da pele” em clínicas de estética no Sudeste Asiático e na América Latina. O FDA, a EMA e o CDSCO indiano emitiram alertas de segurança contra esse uso cosmético off-label. Os efeitos adversos relatados incluem síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, insuficiência renal, dor abdominal intensa e pelo menos uma morte. A cor da pele é determinada geneticamente, e o uso cosmético de glutationa apresenta riscos graves sem benefícios comprovados. Não endossamos esse uso.
Oral vs IV
Por muito tempo, acreditou-se que o glutationa oral era mal absorvido (digestão em aminoácidos no intestino). Estudos recentes sugerem que parte do GSH intacto alcança a circulação sistêmica e aumenta modestamente os níveis de GSH nos tecidos em doses sustentadas. O glutationa intravenoso fornece níveis mais altos, mas é restrito a ambientes hospitalares. Para neuropatia induzida por quimioterapia, a via IV é a mais utilizada na maioria dos ensaios. Para DHGNA e suporte antioxidante geral, a via oral é razoável.
| Indicação | Dose | Observações |
|---|---|---|
| Neuropatia periférica induzida por quimioterapia (cisplatina/oxaliplatina) | 1500–2500 mg IV antes da quimioterapia | Ambiente hospitalar especializado; decisão da oncologia |
| DHGNA | 300–600 mg/dia por via oral | Meses; combinar com perda de peso e mudanças na dieta |
| Suporte adjuvante hepático | 300 mg/dia por via oral | Apenas adjuvante; tratar a causa subjacente |
| Doença de Parkinson (pesquisa) | 600 mg IV BID | Apenas em ambiente de pesquisa; não é tratamento padrão |
Efeitos colaterais
- Desconforto gastrointestinal leve — náusea, dispepsia (oral)
- Odor sulfuroso na urina ou no hálito (teor de cisteína)
- Reações cutâneas graves (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica) — relatado com uso cosmético IV, raro, mas com risco de vida
- Reação alérgica
- Lesão renal — relatado com dose alta cosmética IV
Interações medicamentosas
- Quimioterapia — preocupação teórica de interferência antioxidante com efeito anticancerígeno oxidativo; decisão oncológica
- Paracetamol — em overdose de paracetamol, N-acetilcisteína (NAC, o precursor do GSH) é o antídoto; glutationa oral ou IV não é o padrão de cuidado para overdose (use NAC)
- Cisplatin — combinação intencional para neuroproteção
Contraindicações
- Hipersensibilidade
- Malignância ativa sem aprovação oncológica (interferência antioxidante teórica)
- Insuficiência renal grave (cuidado com IV; carga cumulativa de cisteína)
Armazenamento
Armazene abaixo de 25°C na embalagem original, proteja da umidade e da luz.
Perguntas Frequentes
O que a glutationa realmente faz?
É o principal antioxidante intracelular. O corpo a produz a partir de glutamato, cisteína e glicina. Neutraliza espécies reativas de oxigênio, desintoxica xenobióticos no fígado via conjugação e recicla outros antioxidantes (vitamina E, vitamina C). A depleção celular é ruim — central na toxicidade do paracetamol e na sepse grave. Se a suplementação em pessoas saudáveis traz benefícios é a questão central.
Vai clarear minha pele?
Nenhum benefício comprovado para clareamento da pele, apesar do marketing agressivo. O FDA, EMA e o CDSCO indiano emitiram alertas de segurança contra esse uso. Efeitos adversos graves relatados incluem síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, insuficiência renal e morte. Não use glutationa para fins cosméticos.
Vai ajudar meu fígado?
Evidências modestas em NAFLD — 300–600 mg/dia por via oral durante meses, combinados com perda de peso e mudança na dieta, podem reduzir modestamente as enzimas hepáticas. Não é um substituto para o gerenciamento da causa subjacente (obesidade, diabetes, álcool).
Vai ajudar nos efeitos colaterais da quimioterapia?
Glutationa IV antes da quimioterapia com cisplatina ou oxaliplatina tem evidências modestas para reduzir a gravidade da neuropatia periférica. Esta é uma decisão no cenário oncológico — não se automedique.
Oral ou IV é melhor?
IV fornece mais medicamento. A via oral foi considerada inútil por muito tempo, mas evidências recentes sugerem um aumento modesto de GSH tecidual em doses sustentadas. Para a maioria das indicações não oncológicas, a via oral é a escolha prática. Para neuropatia induzida por quimioterapia, IV é a via usada em ensaios.
Posso tomar durante a quimioterapia?
Informe seu oncologista. O equilíbrio entre neuroproteção e proteção tumoral é debatido; protocolos específicos usam tempos específicos de administração de glutationa em relação à infusão de quimioterapia. Não comece sem a aprovação do oncologista.
É seguro na gravidez?
Dados limitados — evite na gravidez, a menos que uma indicação específica exija.
Isso vai melhorar minha imunidade?
A glutationa é essencial para a função imunológica normal, e sua depleção está associada a diversos problemas imunológicos. Não está comprovado que a suplementação em pessoas saudáveis melhore a função imunológica. Dieta e estilo de vida têm efeitos maiores.
E a N-acetilcisteína (NAC) oral?
A NAC é o precursor da cisteína que o corpo usa para sintetizar glutationa. A NAC oral pode ser uma estratégia melhor para elevar os níveis intracelulares de GSH do que a glutationa oral, devido à melhor absorção intestinal e ao uso direto como substrato celular. A NAC tem evidências mais robustas para redução de exacerbações de DPOC e outras indicações.
Por quanto tempo devo tomá-lo?
Para as poucas indicações baseadas em evidências (adjuvante em DHGNA, neuroproteção durante quimioterapia em contextos oncológicos selecionados, pesquisa em Parkinson), continue pelo período que as evidências apoiam. Para uso como “suporte antioxidante geral” ou “detox”, as evidências são insuficientes para recomendar uso prolongado.
Outras Vitaminas e Minerais
- Celin — vitamina C 500 mg
- C Vitan Z — vitamina C + zinco + minerais
- Multivite Gold — multivitamínico abrangente em cápsulas moles
- E-Vitan Hair Oil — óleo capilar com vitamina E tópica
- Becozinc — complexo B com zinco
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