Resposta Rápida
X-Vir — Entecavir 0,5/1 mg (Natco Pharma). NRTI potente para hepatite B crônica. Terapia oral de primeira linha para HBV junto com tenofovir. 0,5 mg em pacientes virgens de nucleos(t)ídeos; 1 mg em pacientes com experiência em lamivudina. NUNCA use como monoterapia para HIV em coinfecção não tratada — seleciona resistência ao HIV.
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Lamivudine e entecavir como monoterapia em coinfecção HIV/HBV não tratada selecionam rapidamente resistência ao HIV (M184V para lamivudine; mutações da integrase para entecavir). Teste o HIV antes de iniciar qualquer monoterapia para HBV. Se HIV positivo, use um regime completo de TARV que cubra ambos os vírus (geralmente TDF ou TAF + emtricitabina/lamivudina + terceiro agente).
A interrupção abrupta de qualquer nucleosídeo/nucleotídeo anti-HBV pode causar um surto agudo grave de HBV com possível descompensação. Nunca interrompa sem supervisão hepatológica e monitoramento pós-interrupção.
Perguntas Frequentes
Quando a monoterapia é apropriada?
A monoterapia com lamivudine para HBV está amplamente ultrapassada devido ao desenvolvimento de resistência. Entecavir e tenofovir são de primeira linha. Lamivudine permanece uma opção em locais com recursos limitados, na gravidez (extensos dados de segurança) ou como parte da terapia combinada.
Cura para HBV?
Cura verdadeira (perda de HBsAg, às vezes chamada de cura funcional) é rara com a terapia oral atual — tipicamente <5% ao ano. A maioria dos pacientes necessita de supressão a longo prazo/vitalícia. A atividade da doença, fibrose e risco de HCC reduzem dramaticamente com terapia consistente, mesmo sem eliminação de HBsAg.
Quando posso parar?
A interrupção é considerada após soroconversão sustentada de HBeAg + DNA de HBV indetectável por ≥12 meses em doença HBeAg-positiva, ou perda de HBsAg. A descontinuação deve sempre ser supervisionada por especialista com monitoramento rigoroso para surto de HBV.
Monitoramento de HCC?
Todos os pacientes com HBV crônica necessitam de vigilância de HCC a cada 6 meses com ultrassom abdominal ± AFP, especialmente se cirróticos, histórico familiar de HCC ou demografias específicas (homem asiático >40, africano >20, inflamação persistente).
Gravidez?
Tenofovir é preferível na gravidez (TDF ou TAF). Lamivudina é alternativa com amplos dados em gravidez. Entecavir é geralmente evitado devido a dados limitados em gravidez.
Interações medicamentosas?
Poucas interações importantes para esses medicamentos eliminados renalmente. Evitar combinação com drogas nefrotóxicas (AINEs crônicos, aminoglicosídeos). Tenofovir + regimes para hepatite C contendo ledipasvir — monitorar função renal.
E se eu perder uma dose?
Tome quando lembrar se for no mesmo dia; se for no dia seguinte, pule a dose esquecida. Não dobrar a dose. Discuta desafios de adesão com seu hepatologista — regimes alternativos ou dosagem simplificada podem estar disponíveis.
Efeitos colaterais?
Geralmente bem tolerados. Tenofovir desoproxila: tubulopatia renal, perda de densidade óssea a longo prazo. Tenofovir alafenamida: impacto renal/ósseo mínimo. Entecavir: acidose lática rara. Lamivudina: muito bem tolerada.
E o HCC após o tratamento?
O risco de HCC relacionado ao HBV persiste mesmo após supressão viral — nunca interrompa a vigilância apenas porque o DNA do HBV é indetectável. Pacientes cirróticos especialmente necessitam de ultrassom a cada 6 meses vitalício.
Vacinação?
Todos os contatos domiciliares e parceiros sexuais devem ser testados para HBsAg e vacinados contra HBV se suscetíveis. O paciente também deve receber vacinação para HAV, pneumocócica, influenza anual e (após recuperação de CD4 se coinfectado por HIV) outras vacinas indicadas.
Outros Medicamentos Antivirais
- Tenvir L — tenofovir + lamivudina — combinação de NRTI para HIV/HBV
- X-Vir — entecavir 0,5/1 mg — terapia de primeira linha para HBV em monoterapia
- Lamivir HBV — lamivudina 100 mg — monoterapia mais antiga para HBV
- MyHep — sofosbuvir 400 mg — para HCV
- Zimivir — valaciclovir 500/1000 mg — para HSV


































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