⚡ Resposta Rápida — O que é Atrest?
Atrest é uma cápsula oral tetrabenazina (12,5 mg) comprimido — um Inibidor de VMAT2 (transportador vesicular de monoamina 2) especificamente aprovado para o tratamento de coreia associada à doença de Huntington. Ele funciona ao esgotar a dopamina das terminações nervosas, reduzindo os movimentos involuntários de contorção e espasmo que caracterizam a coreia de Huntington. Dose inicial: 12,5 mg uma vez ao dia, aumentada semanalmente em 12,5 mg até um máximo de 37,5 mg/dose (75–100 mg/dia), sempre dividida em 2–3 doses. Pacientes que recebem >50 mg/dia necessitam de genotipagem CYP2D6. Efeitos colaterais comuns: sedação, acatisia, depressão, parkinsonismo, insônia. Aviso de caixa preta: aumenta o risco de depressão e suicídio em pacientes com Huntington — monitorar o humor de perto.
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O que é Atrest?
Atrest é um comprimido oral que contém tetrabenazina 12,5 mg. A tetrabenazina é um inibidor do transportador vesicular de monoamina 2 (VMAT2) — o primeiro medicamento especificamente aprovado para o tratamento da coreia associada à doença de Huntington.
Ao esgotar os estoques de dopamina pré-sináptica, a tetrabenazina reduz os movimentos involuntários semelhantes a dança (coreia) que caracterizam a doença de Huntington, sem o risco de discinesia tardia dos bloqueadores tradicionais de receptores de dopamina. Foi usado pela primeira vez na Europa na década de 1970 e obteve aprovação da FDA em 2008 como Xenazine. O Atrest é fabricado por uma instalação certificada pela WHO-GMP e é bioequivalente à marca original na mesma dosagem.
Como o Atrest (Tetrabenazina) Funciona?
A tetrabenazina inibe irreversivelmente o VMAT2, a proteína responsável por empacotar dopamina, serotonina e norepinefrina em vesículas sinápticas. Ao bloquear o VMAT2, o medicamento esgota os estoques de monoaminas pré-sinápticas — predominantemente dopamina nos gânglios da base. A atividade dopaminérgica excessiva no estriado é o principal impulsionador dos movimentos coreiformes na doença de Huntington, portanto, reduzir a disponibilidade de dopamina no receptor pós-sináptico suprime diretamente a coreia.
O medicamento é extensamente metabolizado pelo CYP2D6 em dois metabólitos ativos (α-HTBZ e β-HTBZ) que são responsáveis pela maior parte do efeito clínico. Metabolizadores fracos de CYP2D6 apresentam níveis plasmáticos significativamente mais elevados, por isso é necessário genotipagem antes de exceder 50 mg/dia.
Posologia e Administração
| Semana | Dose Diária | Cronograma |
|---|---|---|
| Semana 1 | 12,5 mg | Uma vez ao dia (manhã) |
| Semana 2 | 25 mg | 12,5 mg duas vezes ao dia |
| Semana 3+ | 37,5–50 mg | Dividido em 2–3 doses |
| Máximo | 75–100 mg/dia* | *Genotipagem CYP2D6 necessária >50 mg/dia |
Tome com ou sem alimentos. Nenhuma dose única deve exceder 37,5 mg. Se o tratamento for interrompido por >5 dias, retitular a partir de 12,5 mg.
Efeitos Colaterais
Comuns (≥10%): sedação/sonolência, fadiga, insônia, depressão, acatisia (inquietação), ansiedade, náusea.
Graves: parkinsonismo (relacionado à dose), síndrome neuroléptica maligna (rara), prolongamento do QTc (evitar em síndrome do QT longo congênito), disfagia (aumento do risco de aspiração em pacientes com Huntington).
Avisos e Precauções
- Depressão e suicídio — Aviso de caixa preta da FDA. A tetrabenazina aumenta o risco de depressão e ideação/comportamento suicida em pacientes com doença de Huntington, que já apresentam uma taxa basal elevada de suicídio (~5–10%). Avalie a presença de depressão antes de iniciar o tratamento. Descontinue se a depressão piorar ou surgirem pensamentos suicidas.
- Síndrome neuroléptica maligna (SNM). Raro, mas relatado. Suspeite de SNM se o paciente desenvolver hipertermia, rigidez, alteração da consciência e instabilidade autonômica. Descontinue imediatamente.
- Parkinsonismo. A depleção de dopamina pode causar bradicinesia, rigidez, tremor e quedas. Relacionado à dose — reduza a dose se surgirem características parkinsonianas.
- Disfagia. A tetrabenazina pode piorar a dificuldade de deglutição, que já é uma preocupação na doença de Huntington. O risco de aspiração aumenta. Monitore e considere avaliação por fonoaudiologia.
- Prolongamento do intervalo QTc. Em doses >50 mg/dia, a tetrabenazina prolonga o intervalo QT. Recomenda-se monitoramento por ECG em doses mais altas. Evite a combinação com outros medicamentos que prolongam o QTc.
- Metabolizadores lentos de CYP2D6. A tetrabenzina é extensamente metabolizada pelo CYP2D6. Metabolisadores lentos apresentam níveis plasmáticos mais elevados e maior toxicidade. A dose máxima em metabolisadores lentos de CYP2D6 é de 50 mg/dia (versus 100 mg/dia em metabolisadores rápidos). Recomenda-se genotipagem de CYP2D6 antes de exceder 50 mg/dia.
- Insuficiência hepática. Contraindicado em pacientes com insuficiência hepática (não há dados disponíveis para ajuste de dose).
- Dirigir. Sedação, acatisia e parkinsonismo podem prejudicar a capacidade de dirigir. Evite até que a dose esteja estável.
Contraindicações — Quem NÃO Deve Tomar Atrest
- Pacientes com tendências suicidas ativas ou depressão não tratada adequadamente
- Insuficiência hepática
- Uso concomitante de Inibidores da MAO (risco de crise hipertensiva)
- Uso concomitante de reserpina (depleção aditiva de dopamina/serotonina)
- Hipersensibilidade conhecida à tetrabenzina ou a qualquer excipiente
Interações medicamentosas
- Inibidores da MAO: Contraindicado — risco de crise hipertensiva. Aguarde ≥14 dias após interromper um IMAO antes de iniciar a tetrabenzina.
- Inibidores potentes do CYP2D6 (fluoxetina, paroxetina, quinidina): Aumenta a exposição à tetrabenzina — redução da dose é necessária.
- Reserpina: Contraindicado — depleção aditiva de monoaminas. Aguarde ≥20 dias entre os agentes.
- Antagonistas dopaminérgicos (antipsicóticos, metoclopramida): Risco aditivo de parkinsonismo e acatisia.
- Álcool e depressores do SNC: Sedação intensificada — evite ou use com cautela.
Instruções de Armazenamento
- Armazene em temperatura ambiente, 15–30°C. Proteger da umidade.
- Mantenha na embalagem original até o uso.
- Mantenha fora do alcance de crianças.
- Não use após a data de validade.
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Perguntas Frequentes
Para que o Atrest é utilizado?
O Atrest contém tetrabenazina 12,5 mg e é utilizado para tratar coreia (movimentos involuntários) associados à doença de Huntington. É o primeiro medicamento especificamente aprovado para esta indicação. Também pode ser utilizado off-label para discinesia tardia e outros distúrbios de movimento hipercinético.
Quanto tempo o tetrabenazina leva para reduzir a coreia?
A redução da coreia é tipicamente perceptível dentro 1–2 semanas de atingir uma dose terapêutica durante a titulação. O estudo TETRA-HD mostrou uma redução significativa nos escores de coreia após uma dose média de manutenção de ~50 mg/dia ao longo de 12 semanas.
Por que o tetrabenazina requer genotipagem do CYP2D6?
O tetrabenazina é metabolizado pelo CYP2D6 em metabólitos ativos. Metabolizadores lentos (5–10% dos caucasianos) têm exposição ao medicamento significativamente maior e estão em maior risco de efeitos adversos. A genotipagem é necessária antes de exceder 50 mg/dia para estabelecer um limite de dose seguro.
Posso parar o Atrest repentinamente?
A descontinuação abrupta é geralmente bem tolerada (a coreia retorna, mas não rebote além da linha de base). No entanto, se você estiver usando o medicamento há meses, uma redução gradual ao longo de 1–2 semanas é prudente para monitorar mudanças de humor. Se interrompido por >5 dias, retitular a partir de 12,5 mg.
Qual é a diferença entre tetrabenazina e deutetrabenazina?
Deutetrabenazina (Austedo) é a forma deuterada — a mesma molécula com átomos de deutério substituindo o hidrogênio em posições-chave. Isso retarda o metabolismo pelo CYP2D6, resultando em meia-vida mais longa, níveis de pico mais baixos e dosagem duas vezes ao dia em vez de três vezes ao dia. Deutetrabenazina também apresenta menor incidência de sonolência em ensaios clínicos.
A tetrabenazina causa parkinsonismo?
Sim — porque ela esgota a dopamina, pode produzir sintomas parkinsonianos (bradicinesia, rigidez, tremor) relacionados à dose. Isso geralmente se resolve com a redução da dose. O objetivo é encontrar a dose mais baixa que controle adequadamente a coreia sem produzir parkinsonismo.
Atrest é o mesmo que Xenazine?
Ambos contêm tetrabenazina. Xenazine é a marca original fabricada pela Lundbeck. Atrest é um comprimido genérico equivalente com o mesmo princípio ativo, dosagem (12,5 mg) e biodisponibilidade a um custo menor.
A tetrabenzina pode ser usada para discinesia tardia?
A tetrabenzina é utilizada off-label para discinesia tardia (DT) e demonstrou benefício em séries de casos e pequenos ensaios. No entanto, valbenazina (Ingrezza) e deutetrabenazina (Austedo) são especificamente aprovadas pela FDA para DT e geralmente são preferidas.
Posso consumir álcool enquanto tomo Atrest?
O álcool potencializa a sedação e os efeitos depressores do SNC da tetrabenzina. Também piora a depressão — uma preocupação significativa devido ao alerta de caixa preta. Evite álcool ou limite significativamente o consumo.
O que devo fazer se esquecer uma dose?
Tome a dose esquecida assim que lembrar, a menos que esteja quase na hora da próxima dose. Não duplique a dose. Se esquecer de tomar por 5 dias ou mais consecutivos, entre em contato com seu prescritor — pode ser necessário reiniciar a titulação a partir da dose inicial.
O Atrest interage com antidepressivos?
SSRIs e SNRIs que inibem fortemente o CYP2D6 (fluoxetina, paroxetina) aumentarão os níveis de tetrabenzina — ajuste de dose é necessário. Inibidores mais fracos do CYP2D6 (sertralina, citalopram, escitalopram) são escolhas mais seguras se um antidepressivo for necessário junto com a tetrabenzina.
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