⚡ Resposta Rápida — O que é o Nimodip?
Nimodip é um Comprimido de nimodipina 30 mg de um fabricante certificado pela WHO-GMP — um bloqueador dos canais de cálcio (BCC) dihidropiridínico com atividade cerebrovascular seletiva. Introduzido em 1989 (Bayer como Nimotop) especificamente para uso neurocirúrgico. Ao contrário de outros DHPs, a nimodipina tem uma elevada lipofilicidade que lhe permite atravessar a barreira hematoencefálica e atuar preferencialmente no músculo liso arterial cerebral. Meia-vida plasmática de 1-2 horas (curta) — requer administração de 4 em 4 horas. A nimodipina NÃO é um anti-hipertensor geral — é utilizada especificamente para prevenir a isquemia cerebral tardia (vasospasmo) após hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSAa). Dose: 60 mg por via oral de 4 em 4 horas durante 21 dias, iniciada nas primeiras 96 horas após a hemorragia. Para hipertensão, utilize amlodipine ou nifedipina retard em vez disso.
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O Que É o Nimodip?
O Nimodip é um comprimido oral de nimodipina 30 mg de um fabricante certificado pela WHO-GMP, fornecido em embalagens de 30-180 comprimidos. Introduzido em 1989 (Bayer como Nimotop) especificamente para uso neurocirúrgico. Ao contrário de outros DHPs, a nimodipina tem uma elevada lipofilicidade que lhe permite atravessar a barreira hematoencefálica e atuar preferencialmente no músculo liso arterial cerebral.
A nimodipina pertence à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos , distinguindo-se das não-dihidropiridinas (diltiazem, verapamil) pela sua ação seletiva no músculo liso vascular com efeito cardíaco direto mínimo. Este perfil de seletividade é clinicamente importante: as diidropiridinas podem ser combinadas com segurança com beta-bloqueadores (a combinação é padrão na angina), enquanto as não-dihidropiridinas não podem (risco aditivo de bradicardia/bloqueio cardíaco).
Como Funciona a Nimodipina
Os bloqueadores dos canais de cálcio ligam-se aos canais de cálcio dependentes de voltagem do tipo L e reduzem a entrada de cálcio na célula durante a despolarização. No músculo liso arterial, a redução da entrada de cálcio significa menor interação actina-miosina e vasodilatação arterial direta — reduzindo a resistência vascular sistémica e a pressão arterial.
As di-hidropiridinas são ~10 vezes mais potentes no músculo liso vascular do que no músculo cardíaco — pelo que o efeito clínico dominante é a vasodilatação, com supressão mínima direta da contratilidade ou condução cardíacas. O barorreflexo do corpo pode desencadear uma taquicardia reflexa ligeira após vasodilatação de início rápido; a nimodipina atua centralmente nas artérias cerebrais, pelo que os efeitos reflexos são menos relevantes clinicamente.
Início do efeito clínico: rápido (15-30 minutos); pico plasmático em 1 hora.
Usos Aprovados e Baseados em Evidências
- Hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSAa) — prevenção de isquemia cerebral tardia por vasospasmo cerebral. 60 mg de 4 em 4 horas durante 21 dias, iniciando dentro de 96 horas.
- Outras formas de vasospasmo cerebral — uso off-label (pós-neurocirurgia, HSA traumática)
- Disfunção cognitiva vascular/demência ligeira — uso off-label; evidência variável
- Profilaxia da enxaqueca — uso off-label; não é de primeira linha
Evidência do ensaio pivotal: Estudo Britânico sobre Aneurisma com Nimodipina (1989) e confirmações subsequentes — nimodipina oral 60 mg de 4 em 4 horas durante 21 dias após hemorragia subaracnoideia aneurismática (HSAa) reduz a incidência de isquemia cerebral tardia (por vasospasmo) e melhora o resultado neurológico. Esta continua a ser a ÚNICA intervenção farmacológica comprovada para reduzir a morbilidade relacionada com vasospasmo na HSAa.
Dosagem da Nimodip
Indicação primária — prevenção de vasospasmo em HSA:
- 60 mg por via oral de 4 em 4 horas durante 21 dias, iniciando dentro das 96 horas após o diagnóstico de hemorragia subaracnoideia
- Em pacientes intubados/inconscientes: mesma dose por sonda nasogástrica
- Reduzir para 30 mg de 4 em 4 horas em caso de insuficiência hepática
- Suspender se a pressão arterial sistólica descer abaixo de 100 mmHg; é habitual em unidades neurocirúrgicas a administração agressiva de volume para manter a pressão de perfusão cerebral
Efeitos Secundários
Comuns (>5%, maioritariamente ligeiros e transitórios):
- Hipotensão (a principal preocupação no uso neurocirúrgico agudo)
- Rubor (rosto e parte superior do corpo quentes)
- Cefaleia (particularmente no início da terapia; geralmente adapta-se em 2-4 semanas)
- Taquicardia reflexa (palpitações) — menos comum com formulações de libertação prolongada
- Tonturas, hipotensão postural
- Fadiga
- Obstipação ligeira (menos do que com não-DHPs)
Incomum:
- Erupção cutânea, prurido
- Náuseas, desconforto abdominal
- Disfunção erétil (rara)
- Elevações das enzimas hepáticas (geralmente ligeiras, reversíveis)
- Relatos raros de fotossensibilidade
Contraindicações e Precauções
- Hipersensibilidade conhecida à nimodipina ou à classe das dihidropiridinas
- Choque cardiogénico
- Estenose aórtica grave (pode causar hipotensão crítica)
- Angina instável ou enfarte do miocárdio nos últimos 30 dias (DHPs exceto amlodipina)
- Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva (reduz dinamicamente o gradiente de saída)
- Insuficiência hepática grave (todos os DHPs são metabolizados pelo fígado)
Gravidez: evitar nimodipina, exceto quando absolutamente necessária para HSA (onde o benefício supera o risco).
Aleitamento materno: pequenas quantidades no leite materno; geralmente considerado aceitável com monitorização do lactente.
Interações medicamentosas
- Sumo de toranja — inibe o metabolismo do CYP3A4; pode aumentar os níveis plasmáticos de amlodipina e particularmente de nifedipina/nimodipina em 2-3×. Evitar nos dias de tratamento, ou usar consistentemente, se for o caso.
- Inibidores fortes do CYP3A4 (cetoconazol, itraconazol, claritromicina, ritonavir, cobicistate) — aumentam os níveis plasmáticos dos BCC; reduzir a dose ou evitar
- Indutores fortes do CYP3A4 (rifampicina, fenitoína, carbamazepina, hipericão) — reduzem os níveis plasmáticos dos BCC; pode ser necessário aumentar a dose
- Simvastatina — o amlodipino aumenta ligeiramente a exposição à simvastatina; limitar a simvastatina a 20 mg/dia quando combinada
- Bloqueadores beta — os BCC di-hidropiridínicos combinam-se em segurança com beta-bloqueantes (a combinação é padrão na angina — o beta-bloqueante atenua a taquicardia reflexa, o BCC proporciona vasodilatação). Diferente dos BCC não di-hidropiridínicos (diltiazem, verapamilo) que NÃO devem ser combinados com beta-bloqueantes.
- Outros anti-hipertensores — geralmente complementares; monitorizar a TA
- Sildenafil / tadalafil (inibidores da PDE5 para disfunção erétil) — hipotensão aditiva; precaução especialmente em doses elevadas de BCC
Visão Geral da Classe dos Bloqueadores dos Canais de Cálcio
| BCC | Classe | Nicho |
|---|---|---|
| Amlodipino (Amlode, Amlip) | DHP (3ª geração) | DHP de referência; uma vez por dia para HTA + angina; evidência ASCOT |
| Nifedipina (Depin, Nicardia Retard, Cardipin) | DHP (1ª geração) | MR seguro na gravidez; tocolise; deve utilizar formulações ER para HTA crónica |
| Nimodipina (Nimodip) | DHP (cerebrovascular) | Prevenção de vasospasmo na hemorragia subaracnoideia — NÃO para HTA de rotina |
| Diltiazem (Dilzem, Dilzem CD) | Não-DHP (benzotiazepina) | HTA + controlo de frequência + angina; efeito cardíaco moderado |
| Verapamilo (Calaptin 40, Calaptin SR) | Não-DHP (fenilalquilamina) | Efeito cardíaco mais forte; SVT, frequência em FA, cefaleias em salvas |
DHP vs não-DHP — por que é importante: Os DHPs (amlodipina, nifedipina) atuam seletivamente no músculo liso arterial com efeito cardíaco mínimo — seguros para combinar com beta-bloqueadores. Os não-DHPs (diltiazem, verapamil) retardam a condução nodo-auricular e reduzem a contratilidade cardíaca — NÃO combine com beta-bloqueadores (risco aditivo de bradicardia, bloqueio cardíaco, insuficiência cardíaca aguda). Se o seu doente já estiver a tomar um beta-bloqueador, utilize um DHP.
Armazenamento
Armazenar Nimodip abaixo de 25°C. Proteger da luz. Manter fora do alcance das crianças.
Perguntas Frequentes
Posso comer toranja enquanto tomo Nimodip?
A toranja (sumo e fruta fresca) inibe o metabolismo pelo CYP3A4 e pode aumentar os níveis plasmáticos de nimodipina em 2-3×, aumentando o risco de hipotensão, tonturas e edema. Melhor prática: evitar toranja/sumo durante a toma de BCC, ou consumir de forma consistente (a sua dose é ajustada em função da resposta da PA; o consumo esporádico de toranja interfere com esse ajuste).
O Nimodip é seguro na gravidez?
A nimodipina é evitada na gravidez, exceto em casos de HSA com risco de vida em que o benefício neurológico supera o risco de exposição fetal.
Posso combinar o Nimodip com os meus outros medicamentos para a pressão arterial?
Sim — os CCB DHP combinam-se bem com Inibidores da ECA (ramipril, lisinopril), ARA (losartan, telmisartan, olmesartan), bloqueadores beta (bisoprolol, metoprolol), e diuréticos tiazídicos (HCTZ). A combinação de ACEi/ARB + CCB é particularmente útil porque elimina o efeito secundário de edema nos tornozelos.
Posso usar nimodipina para hipertensão arterial regular?
Não — a nimodipina é um bloqueador dos canais de cálcio especializado em neurocirurgia, utilizado em tratamentos de 21 dias para prevenir vasospasmo cerebral após hemorragia subaracnoideia. A sua meia-vida curta exige administração de 4 em 4 horas, o que é impraticável para hipertensão crónica, e a sua seletividade cerebrovascular torna-a menos eficaz no controlo da tensão arterial periférica do que a anlodipina ou a nifedipina MR. Utilize amlodipine ou nifedipina retard para HTA crónica.
Onde posso comprar Nimodip online?
Pode comprar Nimodip (nimodipina 30 mg, 30-180 comprimidos) na MedsBase com embalagem discreta e envio mundial.
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