⚡ Resposta Rápida — O que é o Metopar?
Metopar é uma combinação de dose fixa de paracetamol 500 mg + metoclopramida 5 mg concebido para crises de enxaqueca aguda com náuseas. O paracetamol fornece analgesia simples; a metoclopramida acelera o esvaziamento gástrico (que fica paralisado durante a enxaqueca, comprometendo a absorção de qualquer analgésico oral) e atua centralmente como antiemético antagonista D2. Fabricado pela Macleods sob normas WHO-GMP. Início de ação em 30–60 minutos; dose habitual de 1–2 comprimidos de 4 em 4–6 horas, máximo de 4 comprimidos/dia.
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Por que combinar paracetamol com metoclopramida para enxaqueca?
Durante um ataque agudo de enxaqueca, a motilidade gástrica diminui ou para (estase gástrica). Isso significa que os analgésicos orais são absorvidos de forma lenta e incompleta — explicando por que alguns pacientes dizem “o paracetamol não faz nada pela minha enxaqueca”. A adição de metoclopramida faz três coisas:
- Restaura a motilidade gástrica — o paracetamol é agora absorvido a uma taxa normal e atinge níveis plasmáticos terapêuticos.
- Trata a náusea/vómito diretamente através do antagonismo D2 na zona de gatilho quimiorreceptora.
- Ação anti-enxaqueca direta — demonstrou-se que a metoclopramida isoladamente reduz a dor da enxaqueca em ensaios intravenosos (mecanismo não totalmente compreendido, possivelmente antagonismo D2 no complexo trigémino-cervical).
A combinação está bem estabelecida nas diretrizes britânicas e europeias para enxaqueca como tratamento de primeira linha antes dos triptanos para ataques moderados.
Porquê encomendar da MedsBase
O Metopar é fornecido a partir de um fabricante certificado pela WHO-GMP. Cada envío é feito de forma discreta para todo o mundo e está coberto pela nossa Política de Garantia de Reenvio — se não chegar no prazo de 20 dias úteis, reenviamos sem custos. O Metopar combina o analgésico mais utilizado com o antiemético procinético mais usado num único comprimido calibrado para superar a estase gástrica induzida pela enxaqueca — um problema de farmacologia clínica que o paracetamol sozinho não consegue resolver.
Mecanismo de ação
Paracetamol (acetaminofeno) actua principalmente através da inibição central da síntese de prostaglandinas (provavelmente via COX-3 no SNC ou inibição dependente de peróxido da COX-1/COX-2) e ativação da via descendente serotoninérgica de modulação da dor. É um analgésico mais fraco do que os AINEs, mas não apresenta a toxicidade gástrica/renal/cardiovascular dos AINEs e é seguro na gravidez.
Metoclopramide é um antagonista dos recetores de dopamina D2 que atravessa a barreira hematoencefálica (ao contrário da domperidona). Atua centralmente na zona de gatilho quimiorrecetora (antiemético) e no sistema nigroestriatal (conferindo o risco de EPS), e perifericamente nos recetores D2 da parede intestinal para acelerar o esvaziamento gástrico e apertar o esfíncter esofágico inferior. Os 5 mg por comprimido nesta combinação estão bem abaixo da dose antiemética padrão de 10 mg — um único comprimido combinado contém uma dose baixa de metoclopramida, permitindo 1–2 comprimidos por dose sem exceder os limites diários.
Indicações
- Ataque agudo de enxaqueca com náuseas — terapia oral de primeira linha
- Adjuvante na profilaxia da enxaqueca — durante gatilhos previsíveis (menstruais, jet lag) em curto prazo
- Cefaleia de tensão com náuseas — indicação menos comum
- Outra dor moderada com náuseas associadas — uso off-label, para tratamentos curtos
Dose
| Grupo de doentes | Dose |
|---|---|
| Adultos | 1–2 comprimidos no início da enxaqueca, depois 1–2 comprimidos de 4 em 4–6 h conforme necessário; máximo de 4 comprimidos/dia |
| Duração do tratamento | Utilizar apenas durante crises agudas de enxaqueca; não exceder 5 dias FDA / 12 semanas EMA de exposição total à metoclopramida (incluindo produtos combinados) |
| Idosos (> 65 anos) | Utilizar com precaução — maior risco de EPS e quedas; iniciar com 1 comprimido |
| Crianças e adolescentes (< 18 anos) | Evitar — o risco de EPS com metoclopramida é mais elevado neste grupo |
| Insuficiência hepática | Reduzir a dose de paracetamol; doença grave — evitar ambos os componentes |
| Insuficiência renal | Reduzir a dose de metoclopramida; CrCl < 30 ml/min — redução de 50% na dose de metoclopramida |
Efeitos secundários
- Comuns (paracetamol): raros em doses terapêuticas
- Comuns (metoclopramida): sonolência, fadiga, agitação, tonturas
- Significativos (metoclopramida): acatisia (agitação motora), reações distónicas agudas (crise oculógira, torcicolo — especialmente em mulheres jovens), parkinsonismo
- Raro mas grave: discinesia tardia (caixa negra da FDA; o risco aumenta com a duração cumulativa); síndrome neuroléptica maligna; metaemoglobinemia (metoclopramida em doses elevadas)
- Raro (paracetamol): hepatotoxicidade em caso de sobredosagem, reações cutâneas graves (SJS, TEN — muito raras)
Interações medicamentosas
- Outros produtos que contêm paracetamol (remédios para constipação/gripe, combinações com codeína, outros analgésicos de marca): risco de sobredosagem acidental de paracetamol — não exceder 4 g/dia no total.
- Levodopa, agonistas da dopamina: antagonizado pela metoclopramida — evitar na doença de Parkinson.
- Antipsicóticos: risco acrescido de EPS e discinesia tardia — evitar a combinação.
- SSRIs, SNRIs, MAOIs: síndrome serotoninérgica rara com metoclopramida; aconselhar os doentes a reconhecer os sintomas.
- Álcool: sedação aditiva e aumento da hepatotoxicidade do paracetamol com consumo elevado de álcool.
- Varfarina: paracetamol regular > 2 g/dia durante vários dias aumenta o INR — verifique o INR se combinado a longo prazo.
- Anticolinérgicos (TCAs, oxibutinina, hioscina): antagonizam o efeito procinético da metoclopramida.
Perguntas Frequentes
Quão rápido atua o Metopar?
A metoclopramida acelera o esvaziamento gástrico em 30 minutos, pelo que a fração de paracetamol é absorvida mais rapidamente do que com paracetamol simples. A maioria dos utilizadores reporta alívio da dor e náuseas em 30–60 minutos — mais rápido do que uma dose comparável de paracetamol simples durante uma enxaqueca ativa.
O Metopar é mais forte do que o paracetamol simples para enxaqueca?
A dose de paracetamol é idêntica, mas a metoclopramida supera a estase gástrica que, de outra forma, reduz a absorção do paracetamol durante a enxaqueca. Os ensaios mostram que a combinação é consistentemente superior ao paracetamol simples para a dor aguda da enxaqueca.
Devo tomar Metopar ou um triptano?
O Metopar é uma opção razoável de primeira linha para enxaquecas moderadas com náuseas. Os triptanos (sumatriptano, zolmitriptano, rizatriptano) são mais potentes e são a primeira linha para enxaquecas graves ou quando o Metopar falha. A combinação de Metopar + um triptano pode ser usada no mesmo ataque — a metoclopramida também ajuda na absorção do triptano.
As crianças podem tomar Metopar?
Evitar em doentes com menos de 18 anos. As reações extrapiramidais induzidas por metoclopramida (distonia aguda) são mais comuns em adolescentes e adultos jovens. A enxaqueca pediátrica deve ser tratada com paracetamol ou ibuprofeno isoladamente, mais um antiemético não sedativo preventivo, se necessário (o ondansetron é preferível à metoclopramida em crianças).
Posso tomar Metopar todos os dias?
Não. O Metopar é apenas para ataques agudos de enxaqueca. O uso frequente de qualquer medicamento para enxaqueca aguda (mais de 10 dias/mês para paracetamol ou mais de 4 dias/mês para triptanos) leva a cefaleia por uso excessivo de medicamentos. — uma cefaleia crónica diária que piora com o tratamento contínuo. Se necessitar de Metopar mais de 8–10 dias/mês, precisa de profilaxia para enxaqueca (propranolol, topiramato, amitriptilina, candesartão ou anticorpos CGRP) sob supervisão de um especialista.
Posso tomar Metopar durante a gravidez?
O paracetamol é o analgésico de eleição durante a gravidez. A metoclopramida tem um perfil de segurança razoável na gravidez e é utilizada para náuseas e vómitos na gravidez como segunda linha após doxilamina+B6 (Doxinate, Pregnidoxin NU). Consulte um clínico antes de utilizar.
O que é uma reação distónica aguda?
Uma contração muscular involuntária súbita — comummente crise oculógira (os olhos reviram), torcicolo (o pescoço torce) ou espasmo da mandíbula. O risco é maior em mulheres com menos de 30 anos que recebem metoclopramida por via IV/IM, mas a metoclopramida oral também pode desencadear. Pare o medicamento, procure ajuda médica — o tratamento é com procilidina IV ou difenidramina. As reações resolvem-se em 15–30 minutos após o antídoto.
O Metopar é viciante?
Não. Nem o paracetamol nem a metoclopramida são viciantes ou controlados. No entanto, o uso frequente pode causar cefaleia por uso excessivo de medicamentos (efeito de ricochete) que se assemelha a uma enxaqueca em agravamento e cria um ciclo de maior uso de medicamentos.
Posso beber álcool com Metopar?
Evite — o álcool aumenta a hepatotoxicidade do paracetamol (especialmente com ingestão crónica ou em jejum) e potencia a sedação da metoclopramida. O álcool é também um desencadeador comum de enxaqueca.
Como se armazena o Metopar?
Armazene os comprimidos à temperatura ambiente (abaixo de 25°C), protegidos da luz e da humidade. Mantenha fora do alcance das crianças — a sobredosagem de paracetamol em crianças pequenas pode causar insuficiência hepática potencialmente fatal.
Outros Tratamentos para Náuseas
- Dompewal (domperidona — estase gástrica sem efeitos centrais)
- Ondem (ondansetrona — náuseas serotoninérgicas)
- Stemetil MD (proclorperazina ODT — náuseas na enxaqueca)
- Suminat (sumatriptano — medicamento específico para enxaqueca)
- Avomine (prometazina — antiemético sedativo)
- Ver Todos os Tratamentos para Náuseas



























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