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Dilantin

✅ Controlo de crises epiléticas
✅ Previne convulsões
✅ Controla epilepsia
✅ Estabiliza a atividade cerebral
✅ Reduz a frequência de convulsões

Dilantin contém Fenitoína.

Revisto medicamente por Morgan Ellis — Investigador Farmacêutico · 8 anos de experiência  · Última revisão: maio de 2026

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⚡ Resposta Rápida — O que é o Dilantin?

Dilantin é uma cápsula fenitoína sódica (100 mg) cápsula de libertação prolongada — um anticonvulsivante de primeira geração hidantoína anticonvulsivante utilizado para convulsões tónico-clónicas (grande mal), convulsões parciais complexas, e prevenção de convulsões após neurocirurgia. Funciona bloqueando os canais de sódio dependentes de voltagem nos neurónios, estabilizando o estado inativado e prevenindo disparos repetitivos. Dose usual para adultos: 300–400 mg/dia em 1–2 doses divididas (a libertação prolongada permite a administração uma vez por dia). Intervalo terapêutico: 10–20 µg/mL — requer monitorização devido à farmacocinética não linear (saturação). Efeitos secundários comuns: hiperplasia gengival, ataxia, nistagmo, hirsutismo, rugosidade das características faciais. Muitas interações medicamentosas via indução de CYP2C9/2C19.

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O Que É o Dilantin?

Dilantin é uma cápsula de libertação prolongada para administração oral que contém fenitoína sódica 100 mg. A fenitoína é um dos anticonvulsivantes mais antigos e amplamente utilizados, em uso clínico contínuo desde 1938 — o que a torna um dos fármacos mais extensivamente estudados na medicina.

A fenitoína estabiliza as membranas neuronais ao bloquear os canais de sódio dependentes de voltagem, impedindo a descarga repetitiva que está na base da propagação das convulsões. Está na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS e continua a ser uma opção de primeira linha para tónico-clónicas e convulsões focais. Dilantin é a marca original desenvolvida pela Parke-Davis (agora Pfizer) e é o padrão de referência para todos os genéricos de fenitoína.

A fenitoína é única entre os anticonvulsivantes devido à sua cinética de ordem zero (saturável) em doses terapêuticas: pequenas alterações na dose podem produzir alterações desproporcionalmente grandes nos níveis sanguíneos. É por isso que monitorização terapêutica de medicamentos (TDM) é obrigatória com a fenitoína — uma característica que a torna mais exigente de prescrever do que os agentes mais recentes, mas também a mais ajustável quando utilizada por clínicos experientes.

Como Funciona o Dilantin (Fenitoína)?

A fenitoína bloqueia aos canais de sódio dependentes de voltagem ao ligar-se preferencialmente ao seu estado inativado. Isto prolonga o período refratário dos neurónios, impedindo a descarga rápida e repetitiva que está na base da propagação das convulsões. Ao contrário dos anticonvulsivantes mais recentes que atuam em múltiplos alvos, a fenitoína é um bloqueador relativamente seletivo dos canais de sódio.

Criticamente, a fenitoína exibe farmacocinética não linear (ordem zero, saturável) descrita pela equação de Michaelis-Menten. Isto significa que pequenos aumentos de dose perto da saturação podem produzir aumentos desproporcionalmente grandes nos níveis sanguíneos, tornando essencial a monitorização terapêutica de medicamentos.

Indicações

  • Convulsões tónico-clónicas generalizadas (grande mal)
  • Convulsões parciais complexas (focais)
  • Estado de mal epiléptico (dose de carga IV — não esta forma oral)
  • Profilaxia de convulsões pós-neurocirurgia/traumatismo cranioencefálico
  • Neuralgia do trigêmeo (segunda linha, uso off-label)

Posologia e Monitorização Terapêutica de Medicamentos

ParâmetroValor
Dose habitual para adultos300–400 mg/dia (uma vez por dia ou dividida)
Dose de carga (se necessário)1.000 mg divididos em 3 doses em 24 h (carga oral)
Intervalo terapêutico (total)10–20 µg/mL
Nível livre (não ligado)1–2 µg/mL (verificar em hipoalbuminemia, insuficiência renal)
Ajustes de doseIncrementos de 25–50 mg apenas (cinética não linear)
Tempo para atingir estado estacionário5–14 dias (maior em doses mais elevadas)

Importante: As cápsulas de libertação prolongada (Dilantin Kapseals) devem ser engolidas inteiras, não mastigadas nem esmagadas. A fenitoína genérica de libertação prolongada nem sempre é intercambiável com a marca — discuta a mudança com o seu profissional de saúde.

Efeitos Secundários

Comuns: hiperplasia gengival (crescimento excessivo das gengivas, até 50% dos utilizadores a longo prazo), nistagmo, ataxia, fala arrastada, sonolência, hirsutismo, acne, aumento da rugosidade das características faciais.

Sinais de toxicidade relacionados com a dose (por ordem de aparecimento):

Nível SéricoSinais
>20 µg/mLNistagmo
>30 µg/mLAtaxia, fala arrastada
>40 µg/mLConfusão, letargia
>50 µg/mLConvulsões (paradoxais), coma

Efeitos graves/a longo prazo: osteomalácia (interferência no metabolismo da vitamina D), anemia megaloblástica (depleção de folato), síndrome de Stevens-Johnson/TEN (raro — maior risco em portadores de HLA-B*1502, comum em populações do Sudeste Asiático), hepatotoxicidade, síndrome da luva púrpura (extravasamento IV — não aplicável a uso oral), atrofia cerebelar (níveis supraterapêuticos crónicos).

Avisos e Precauções

  • A monitorização terapêutica de medicamentos é obrigatória. Nível alvo de fenitoína total: 10–20 µg/mL (fenitoína livre: 1–2 µg/mL). A cinética de ordem zero significa que um pequeno aumento de dose (por exemplo, 300 para 330 mg/dia) pode levar os níveis para a faixa tóxica. Verifique os níveis 7–10 dias após qualquer alteração de dose.
  • Comportamento suicida — aviso de classe. Todos os anticonvulsivantes têm um aviso da FDA para aumento da ideação suicida. Monitorize o humor, especialmente nos primeiros 3 meses.
  • Reações cutâneas adversas graves (SCARs). A fenitoína apresenta um risco de síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrolyse epidérmica tóxica (TEN), particularmente em doentes com HLA-B*15:02 (comum em populações do Sudeste Asiático). Rastreie o HLA-B*15:02 antes de iniciar fenitoína em populações de risco.
  • Síndrome DRESS. Reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos — início tipicamente 2–8 semanas após o início. Apresenta-se como febre, erupção cutânea, linfadenopatia e envolvimento de órgãos (fígado, rins). Descontinuar imediatamente.
  • Hiperplasia gengival. Ocorre em ~50% dos utilizadores crónicos. Higiene oral meticulosa reduz a gravidade. Considere agentes alternativos em pacientes jovens com preocupações cosméticas.
  • Hepatotoxicidade. Raro, mas pode ser grave, especialmente com DRESS. Monitorize as provas hepáticas se desenvolver febre ou erupção cutânea.
  • Gravidez — categoria D. A fenitoína é teratogénica (síndrome fetal da hidantoína: anomalias craniofaciais, das unhas e dos dedos, restrição de crescimento). Use apenas se não houver alternativa para controlar as convulsões. Ácido fólico 5 mg/dia desde a pré-conceção. Vitamina K 10 mg/dia no último mês (a fenitoína esgota a vitamina K fetal → hemorragia neonatal).
  • Osteoporose. A fenitoína a longo prazo induz enzimas CYP que metabolizam a vitamina D, levando a osteomalácia. Suplemente vitamina D 1.000–2.000 UI/dia e monitorize as densitometrias ósseas (DEXA).
  • Alimentação entérica. As sondas alimentares reduzem a absorção de fenitoína em até 70%. Suspenda a alimentação 2 horas antes e depois da dose.

Contraindicações — Quem NÃO Deve Tomar Dilantin

  • Hipersensibilidade conhecida à fenitoína, outras hidantoínas ou qualquer excipiente.
  • Uso concomitante de delavirdine (NNRTI do VIH — a fenitoína reduz os níveis de delavirdine para valores subterapêuticos)
  • Bradicardia sinusal, bloqueio sino-auricular, bloqueio AV de segundo/terceiro grau, síndrome de Adams-Stokes
  • Doentes positivos para HLA-B*15:02 (a menos que não exista alternativa e o benefício claramente supere o risco de SJS/TEN)
  • Porfiria

Interações medicamentosas

A fenitoína é simultaneamente um substrato e indutor das enzimas CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4, tornando-a um dos anticonvulsivantes com maior propensão para interações:

  • Fármacos que aumentam os níveis de fenitoína: fluconazol, isoniazida, omeprazol, amiodarona, fluoxetina, valproato, trimetoprima
  • Fármacos cujos níveis a fenitoína diminui: varfarina (paradoxal: a fenitoína inicialmente desloca e depois induz o metabolismo), contraceptivos orais, ciclosporina, dexametasona, teofilina, doxiciclina, lamotrigina, carbamazepina, metadona
  • Nutrição entérica: A alimentação contínua por sonda reduz a absorção de fenitoína — interrompa a alimentação 2 horas antes e depois da administração
  • Álcool: O uso crónico induz o metabolismo (níveis mais baixos); a intoxicação aguda inibe o metabolismo (níveis mais elevados)

Instruções de Armazenamento

  • Armazenar à temperatura ambiente, 15–30°C. Proteger da humidade e da luz.
  • Mantenha as cápsulas na embalagem original em blister até ao uso.
  • Não armazenar na casa de banho.
  • Mantenha fora do alcance das crianças — a sobredosagem de fenitoína é uma emergência médica (nistagmo → ataxia → coma).
  • Não utilizar após a data de validade.

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Perguntas Frequentes

Para que é utilizado o Dilantin?

O Dilantin contém fenitoína 100 mg e é utilizado para controlar e prevenir convulsões tónico-clónicas e parciais complexas na epilepsia, e para a prevenção de convulsões após cirurgia cerebral ou traumatismo craniano.

Por que é necessário monitorizar os níveis sanguíneos de fenitoína?

A fenitoína apresenta farmacocinética não linear — o sistema enzimático que a metaboliza fica saturado em doses terapêuticas. Um pequeno aumento da dose (por exemplo, 300 → 350 mg) pode causar um aumento desproporcionalmente grande no nível sanguíneo, passando de terapêutico para tóxico. A monitorização regular mantém o nível na janela terapêutica de 10–20 µg/mL.

O que é hiperplasia gengival e pode ser prevenida?

A hiperplasia gengival é um crescimento excessivo das gengivas, ocorrendo em até 50% dos pacientes em tratamento prolongado com fenitoína. Uma boa higiene oral (escovagem regular, uso de fio dentário, consultas dentárias) reduz a gravidade, mas não a elimina. Mudar para um anticonvulsivante diferente é a solução definitiva quando as alterações gengivais se tornam problemáticas.

Posso alternar entre fenitoína de marca e genérica?

As formulações de libertação prolongada de fenitoína podem diferir nas características de absorção entre fabricantes. Algumas diretrizes recomendam não alternar entre marcas/genéricos sem monitorização dos níveis, pois mesmo pequenas alterações na biodisponibilidade podem levar os níveis a sair da estreita janela terapêutica.

Por que a fenitoína deve ser evitada em crises de ausência?

A fenitoína (e a carbamazepina) pode agravar as crises de ausência (pequeno mal) ao alterar os ritmos talamocorticais. Os tratamentos de primeira linha para crises de ausência são o etossuximida, o valproato ou a lamotrigina.

A fenitoína afeta a saúde óssea?

Sim — o uso prolongado de fenitoína induz enzimas CYP que aceleram o metabolismo da vitamina D, levando a osteomalácia e aumento do risco de fraturas. Os doentes em tratamento prolongado com fenitoína devem tomar suplementos de vitamina D e cálcio e realizar rastreios periódicos da densidade óssea.

O Dilantin é seguro durante a gravidez?

A fenitoína é um teratogénio conhecido (síndrome fetal da hidantoína: restrição de crescimento, anomalias craniofaciais, defeitos dos membros). Deve ser substituída por um anticonvulsivante mais seguro (lamotrigina ou levetiracetam) antes da conceção, sempre que possível. Se a fenitoína tiver de ser mantida, são essenciais a suplementação com ácido fólico em doses elevadas e o acompanhamento por um especialista.

O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose de Dilantin?

Tome assim que se lembrar. Se estiver perto da hora da próxima dose programada, salte a dose esquecida. Nunca duplique a dose — devido à cinética não linear, duplicar a dose pode elevar os níveis para a faixa tóxica.

Por que é mencionado o teste HLA-B*1502 com a fenitoína?

O HLA-B*1502 O alelo (comum em populações do Sudeste Asiático) está fortemente associado à síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e necrólise epidérmica tóxica (TEN) — reações cutâneas potencialmente fatais induzidas por fenitoína e carbamazepina. Recomenda-se o teste antes de iniciar a fenitoína em populações de risco.

Posso tomar antiácidos com Dilantin?

Antiácidos contendo cálcio e alumínio podem reduzir a absorção de fenitoína. Separe-os por pelo menos 2 horas.

O Dilantin é o mesmo que Epanutin?

Ambos contêm fenitoína. Dilantin e Epanutin são nomes comerciais utilizados em diferentes mercados. Este produto utiliza o nome Dilantin e contém a mesma formulação de 100 mg de fenitoína sódica.

Aviso médico: Esta página é apenas para fins informativos e não substitui o aconselhamento médico profissional. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar, alterar ou interromper qualquer medicação. A informação sobre dosagem reflete a rotulagem do fabricante e as orientações clínicas publicadas — as necessidades individuais podem variar.

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Dosagem

100 mg

Quantidade

100 Cápsulas, 200 Cápsulas, 300 Cápsulas, 600 Cápsulas

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