⚡ Resposta Rápida — O que é a Injeção Domin?
Domin Injection é um concentrado estéril de cloridrato de dopamina 40 mg/mL (ampola de 5 mL = 200 mg) utilizado para infusão intravenosa em contextos de cuidados intensivos. Trata-se de um vasopressor e inotrópico positivo indicado para o suporte hemodinâmico a curto prazo em casos de choque (séptico, cardiogénico, hipovolémico após reposição de volume), insuficiência cardíaca aguda com hipotensão, e bradicardia sintomática. Deve ser diluído e administrado por infusão intravenosa contínua com monitorização cardíaca e da pressão arterial, idealmente através de uma linha venosa central. Este é um medicamento para uso hospitalar — não é adequado para autoadministração ou para uso ambulatório.
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Domin Injection 40 mg/mL (ampola de 5 mL) é uma solução estéril concentrada de cloridrato de dopamina. Cada ampola de 5 mL contém 200 mg de dopamina e destina-se a diluição e infusão intravenosa contínua em ambiente hospitalar. A dopamina está na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS.
A dopamina é uma catecolamina endógena — o precursor metabólico direto da noradrenalina e um neurotransmissor por direito próprio. Quando administrada por infusão intravenosa em doses farmacológicas, é um vasopressor e estimulante cardíaco dependente da dose, com efeitos que variam com a taxa de infusão:
- Dose baixa (1–5 mcg/kg/min — “dose renal”): receptores dopaminérgicos; tradicionalmente pensava-se que aumentava a perfusão renal, embora as evidências modernas não suportem o uso rotineiro da “dose renal” para oligúria
- Dose moderada (5–10 mcg/kg/min): efeitos adrenérgicos beta-1 — aumento da contratilidade cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco
- Dose elevada (> 10 mcg/kg/min): efeitos adrenérgicos alfa-1 — vasoconstrição periférica e aumento da resistência vascular sistémica
Uso hospitalar apenas. A Injeção Domin é um medicamento de cuidados intensivos. Deve ser administrada por um clínico qualificado num hospital, unidade de cuidados intensivos ou serviço de urgência, com monitorização cardíaca contínua e equipamento de emergência preparado. Não é não adequada para autoadministração, uso ambulatório ou doméstico em qualquer circunstância.
Para que é utilizada a Injeção Domin?
- Choque séptico — quando a reposição volémica isolada não é suficiente para restaurar a pressão arterial (a noradrenalina é a primeira linha na maioria dos protocolos modernos, mas a dopamina permanece uma alternativa reconhecida)
- Choque cardiogénico — especialmente quando a frequência cardíaca é lenta e é necessário suporte inotrópico
- Insuficiência cardíaca aguda com hipotensão — débito cardíaco baixo com má perfusão tecidular
- Bradicardia sintomática — quando a atropina e a estimulação transcutânea não estão disponíveis ou são insuficientes
- Débito cardíaco baixo pós-cirurgia cardíaca
- Choque distributivo após reanimação inicial com fluidos
- Anafilaxia grave com hipotensão refratária (como segunda linha após adrenalina e fluidos)
As diretrizes modernas para sépsis (Surviving Sepsis 2021) listam a noradrenalina como vasopressor de primeira linha, reservando a dopamina como alternativa em doentes selecionados (por exemplo, aqueles com bradicardia e sem risco de arritmia). O uso de dopamina para proteção renal (“dopamina em dose renal”) não é suportado pelas evidências atuais e já não é recomendado como rotina.
Como Funciona a Dopamina?
A dopamina atua em três sistemas principais de recetores num padrão dependente da dose:
- Recetores de dopamina (D1, D2): vasodilatação renal, mesentérica e coronária em doses baixas
- Recetores adrenérgicos Beta-1: contratilidade miocárdica e frequência cardíaca em doses médias; aumenta o débito cardíaco
- Recetores adrenérgicos Alpha-1: vasoconstrição arterial periférica em doses elevadas; aumenta a pressão arterial média
Na prática, a maioria dos pacientes recebe dopamina na faixa de doses média a elevada (5–20 mcg/kg/min), onde os efeitos beta e alfa se sobrepõem. As infusões de “dose renal” pura já não são recomendadas para proteção renal.
Dosagem e Administração de Domin Injection
- Diluição: um frasco de 200 mg em 250 mL de cloreto de sódio a 0,9% ou dextrose a 5% dá uma concentração de 800 mcg/mL. Concentrações mais elevadas (1.600 mcg/mL) são utilizadas quando é necessária restrição de fluidos.
- Via: apenas infusão IV contínua. O acesso venoso central é fortemente preferido — a extravasação periférica pode causar necrose tecidual e isquemia digital.
- Taxa inicial: 2–5 mcg/kg/min; titular para cima em passos de 2–5 mcg/kg/min a cada 10–30 minutos com base na pressão arterial, frequência cardíaca, débito urinário e sinais de perfusão tecidual.
- Intervalo efetivo habitual: 5–20 mcg/kg/min; doses acima de 20 mcg/kg/min raramente acrescentam benefício e estão associadas a taquiarritmias e pior prognóstico.
- Monitorização: monitorização contínua por ECG, pressão arterial invasiva, pressão venosa central ou equivalente, débito urinário, lactato sérico e sinais clínicos de perfusão.
- Desmame: redução gradual (diminuir a dose em 25–50% a cada 10–30 minutos com base na resposta hemodinâmica). A interrupção abrupta pode causar hipotensão.
A extravasão é uma emergência. Se a dopamina extravasar do local de infusão para o tecido circundante, causa vasoconstrição local grave e pode levar a necrose cutânea. Interrompa imediatamente a infusão, não remova o cateter antes de aconselhamento especializado e infiltre a área com fentolamina (5–10 mg diluídos em 10–15 mL de soro fisiológico) o mais rapidamente possível.
Quem não deve receber a injeção de Domin?
- Hipersensibilidade conhecida à dopamina
- Feocromocitoma — estimulação alfa não antagonizada provoca crise hipertensiva
- Taquiarritmias não corrigidas — a dopamina é pró-arritmética
- Fibrilhação ventricular
- Hipovolémia não corrigida — a reposição volémica deve ser prioritária; utilizar um vasopressor sem reposição volémica é prejudicial
- Utilizar com extrema precaução em: enfarte do miocárdio recente, doença cardíaca isquémica, doença vascular periférica, doença de Buerger
- Uso concomitante de IMAO — amplifica significativamente o efeito pressor (reduzir a dose de dopamina para um décimo)
- Uso concomitante de fenitoína — pode causar hipotensão e bradicardia
Efeitos Secundários
- Comuns: taquicardia, batimentos ectópicos, hipertensão em doses elevadas, náuseas e vómitos
- Frequente em doses elevadas: arritmias ventriculares e supraventriculares, angina, hipertensão
- Localmente: dor no local da infusão, flebite, necrose tecidual em caso de extravasamento
- Outros: vasoconstrição periférica com extremidades frias e isquemia digital, agravamento da isquemia miocárdica, supressão da hormona estimulante da tiroide, efeito imunossupressor (relevante em UCI)
Interações medicamentosas
- IMAO: extrema precaução — utilizar um décimo da dose inicial habitual
- Phenytoin: pode causar hipotensão grave e bradicardia
- Outros vasopressores (noradrenalina, adrenalina, vasopressina): efeitos cardíacos e vasculares aditivos; frequentemente combinados em cuidados intensivos
- Beta-bloqueantes: podem atenuar a resposta inotrópica
- Alfa-bloqueantes: atenuam a resposta pressora
- Antidepressivos tricíclicos, cocaína, alcaloides do ergot: amplificam o efeito pressor
- Anestésicos inalatórios (halotano, ciclopropano): podem sensibilizar o miocárdio a arritmias induzidas por dopamina
Encomenda e Entrega
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Aviso médico. As informações nesta página são fornecidas apenas para fins educativos gerais. Não substituem o conselho do seu médico ou farmacêutico. Fale com um profissional de saúde qualificado antes de iniciar, interromper ou alterar qualquer terapia.
Perguntas Frequentes
Para que é utilizado o Domin Injection?
O Domin Injection (cloridrato de dopamina 40 mg/mL) é utilizado em contextos de cuidados críticos para suporte hemodinâmico em choque (séptico, cardiogénico, distributivo), insuficiência cardíaca aguda com hipotensão e bradicardia sintomática. É um medicamento hospitalar administrado por infusão intravenosa contínua com monitorização cardíaca.
O Domin Injection é um medicamento para a tensão arterial?
Aumenta a pressão arterial, portanto, num sentido literal, sim — mas é utilizado apenas em situações de emergência e em cuidados intensivos para doentes em choque ou com pressão arterial perigosamente baixa. Não é um medicamento para hipertensão arterial crónica; nesse contexto, seria da classe errada e potencialmente perigoso.
A injeção de Domin pode ser administrada em casa?
Não. A dopamina é um medicamento de cuidados críticos que requer uma infusão intravenosa contínua, monitorização da pressão cardíaca e arterial e acesso imediato a equipamento de emergência. É administrada em hospitais, unidades de cuidados intensivos e serviços de urgência por clínicos qualificados — não em casa, não em ambulatório, não pelo doente.
Por que razão a dopamina é administrada por infusão contínua em vez de uma única injeção?
A dopamina tem uma meia-vida de apenas 2 minutos na circulação. Uma única dose em bolus teria um efeito que duraria, no máximo, um ou dois minutos. Para manter um suporte hemodinâmico estável, deve ser administrada por infusão contínua a uma taxa controlada, ajustada em função da pressão arterial e da resposta clínica minuto a minuto.
A dopamina é a mesma coisa que a noradrenalina?
Ambas são vasopressoras utilizadas em choque, mas diferem. A dopamina tem efeitos dopaminérgicos, beta e alfa, dependendo da dose. A noradrenalina é quase exclusivamente um vasopressor alfa-adrenérgico com algum efeito beta-1. As diretrizes modernas para sépsis (Surviving Sepsis 2021) recomendam a noradrenalina como primeira linha; a dopamina é uma alternativa em doentes selecionados, particularmente naqueles com bradicardia.
A dopamina protege os rins?
Não de forma fiável. A “dose renal de dopamina” (1–3 mcg/kg/min) foi historicamente utilizada para proteção renal ou para tratar oligúria. Ensaios aleatorizados e meta-análises não demonstraram benefício clinicamente significativo na função renal ou na mortalidade, e as diretrizes atuais recomendam contra o uso rotineiro para esta indicação.
O que é a extravasão e por que razão é uma emergência?
A extravasação ocorre quando o fluido intravenoso extravasa para o tecido circundante em vez de permanecer na veia. Com a dopamina, a intensa vasoconstrição local pode causar necrose tecidual, lesões cutâneas e, em casos graves, isquemia digital. Se ocorrer, a perfusão deve ser interrompida imediatamente e a fentolamina (um bloqueador alfa) injetada na área afetada o mais rapidamente possível.
A dopamina pode causar arritmias?
Sim — especialmente em doses mais elevadas (> 10 mcg/kg/min). Taquicardia, batimentos ectópicos, fibrilação auricular e taquicardia ventricular podem ocorrer. O monitoramento cardíaco contínuo durante a terapia com dopamina é padrão.
Como é calculada a dose?
A dopamina é doseada em microgramas por quilograma de peso corporal por minuto (mcg/kg/min). A taxa inicial é tipicamente de 2–5 mcg/kg/min, ajustada para cima com base na pressão arterial e na perfusão. A equipa médica calcula a taxa da bomba de infusão com base no peso do paciente e na concentração do frasco.
A Injeção Domin pode ser administrada no músculo?
Não — a dopamina é apenas para infusão intravenosa contínua. Não pode ser administrada por via intramuscular ou subcutânea.
A Injeção Domin é utilizada em crianças?
Sim, em doses baseadas no peso. A dopamina pediátrica é utilizada em cuidados intensivos neonatais e pediátricos para estados de choque e baixo débito cardíaco, sob supervisão especializada.
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