⚡ Resposta Rápida — O que é o Eptus?
Eptus é um Comprimido de eplerenona 25 / 50 mg da Sun Pharma — um antagonista seletivo do recetor mineralocorticoide. A eplerenona difere da espironolactona pela sua muito maior seletividade para o RM em relação aos recetores de progesterona e androgénios — evitando ginecomastia (5-10% com espironolactona) e irregularidade menstrual, à custa de uma potência ligeiramente menor no RM e um preço mais elevado. Utilizações marcantes: disfunção ventricular esquerda pós-IM (EPHESUS 2003) — redução de 15% na mortalidade por todas as causas; IC-FER ligeira a moderada (EMPHASIS-HF 2011) — redução de 37% na morte CV ou hospitalização por IC; aldosteronismo primário e hipertensão resistente. Dose habitual: 25-50 mg uma vez por dia. Contraindicado em hipercaliemia >5,5, TFGe <30, doença de Addison, inibidores fortes do CYP3A4 em concomitância. Monitorizar potássio e creatinina no início, à 1ª semana, ao 1º mês e depois a cada 3-4 meses.
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O que é o Eptus?
O Eptus são comprimidos de eplerenona de 25/50 mg da Sun Pharma, fornecidos em embalagens de 30 a 90 comprimidos. A eplerenona foi introduzida pela Pfizer em 2002 como Inspra — o primeiro antagonista seletivo do recetor mineralocorticoide, desenvolvido especificamente para evitar os efeitos secundários antiandrogénicos da espironolactona (ginecomastia, irregularidade menstrual, diminuição da libido), eliminando a reatividade cruzada com os recetores de progesterona e androgénios.
Como funciona a eplerenona
A eplerenona antagoniza seletivamente o recetor mineralocorticoide (MR) nas células principais do ducto coletor cortical. Efeitos:
- Redução da reabsorção de sódio, redução da excreção de potássio — natriurese ligeira com retenção de potássio (poupador de potássio)
- Efeitos antifibróticos e antirremodelação no miocárdio — a aldosterona impulsiona a fibrose cardíaca independentemente do seu efeito de retenção de sal; bloquear o MR reduz a fibrose. Principal mecanismo de benefício na mortalidade por HF-REF.
- Sem atividade antiandrogénica ou progestogénica — o principal diferenciador em relação à espironolactona
- Meia-vida mais curta do que a espironolactona (4-6 h vs 1,4 h parente + 16-24 h metabólitos)
- Menor potência no MR do que a espironolactona — normalmente requer 25-50 mg para efeito equivalente à espironolactona 12,5-25 mg
Evidências e Usos
EPHESUS (2003) — eplerenona 25-50 mg em 6.642 pacientes com disfunção ventricular esquerda pós-IM (FE ≤40%) + IC ou diabetes. Redução de 15% na mortalidade por todas as causas; redução de 17% na mortalidade cardiovascular; redução de 21% na morte cardíaca súbita. Estabeleceu a eplerenona como terapia padrão para disfunção ventricular esquerda pós-IM.
EMPHASIS-HF (2011) — eplerenona 25-50 mg em 2.737 pacientes com IC-REF NYHA II (FE ≤35%). Interrompido precocemente por benefício: redução de 37% na morte CV ou hospitalização por IC; redução de 24% na mortalidade por todas as causas. Ampliou as indicações do antagonista MR para IC-REF sintomática leve (RALES tinha estudado apenas IC grave).
Outros usos:
- Hipertensão resistente — uma alternativa de quarta linha quando a espironolactona é intolerável devido à ginecomastia
- Hiperaldosteronismo primário (síndrome de Conn) — tratamento médico padrão para hiperplasia adrenal bilateral quando a espironolactona é mal tolerada
- HF-REF — particularmente no pós-IAM ou IC sintomática ligeira a moderada
Dosagem
Disfunção VE pós-IAM ou HF-REF: iniciar com 25 mg uma vez por dia; titular para 50 mg uma vez por dia às 4 semanas se o potássio <5,0 e tolerado.
Hipertensão resistente ou hiperaldosteronismo primário: 25-50 mg uma vez por dia; doses mais elevadas (até 100 mg) ocasionalmente na síndrome de Conn sob cuidados especializados.
Administração: com ou sem alimentos, uma vez por dia. A administração matinal é geralmente mais fácil; não é obrigatória.
Calendário de monitorização:
- Linha de base: potássio (deve ser <5,0 para iniciar), creatinina, TFGe, PA, avaliação de sintomas.
- 1 semana: repetir potássio e creatinina.
- 1 mês e 3 meses: potássio, creatinina, PA.
- Contínuo: a cada 3-4 meses, ou mais cedo se a função renal mudar ou se iniciar um medicamento interativo.
- Interromper ou reduzir: potássio >5,5, aumento da creatinina >30%, sintomas de hipercaliemia (fraqueza, palpitações), hipotensão grave.
Eplerenona vs Espironolactona
| Funcionalidade | Eplerenona | Espironolactona |
|---|---|---|
| Seletividade MR | Alta | Baixa (também AR e PR) |
| Ginecomastia | <1% | 5-10% a 25-50 mg; até 50% em doses elevadas |
| Irregularidade menstrual | Raro | Comum |
| Potência MR | Inferior (25 mg ≈ 12,5 mg de espironolactona) | Mais alto |
| Meia-vida | 4-6 h (uma vez ao dia é suficiente) | 1,4 h do composto principal, 16-24 h dos metabolitos |
| Risco de hipercaliemia | Semelhante | Semelhante |
| Base de evidências (HF-REF) | EPHESUS (pós-IM), EMPHASIS-HF (HF ligeira) | RALES (HF grave) |
| Base de evidências (HTA) | Ensaios menores; 4ª linha | PATHWAY-2 (melhor 4º agente) |
| Custo | Mais alto | Mais baixo (fora de patente) |
Efeitos Secundários
Comuns:
- Hipercaliemia — limitante da dose; mais grave na DRC ou com combinações de ACEi/ARB
- Tonturas, hipotensão ortostática
- Fadiga
- Pequeno aumento da creatinina (esperado; investigar se >30%)
- Perturbação gastrointestinal ligeira
Incomum:
- Hipercaliémia grave com arritmia cardíaca
- Ginecomastia (raro em comparação com espironolactona)
- Angioedema (raro)
- Hiponatremia
Contra-indicações
- Hipercaliémia >5,0 mmol/L na linha de base (limite do fabricante 5,0; algumas diretrizes 5,5)
- Insuficiência renal grave (TFGe <30)
- Doença de Addison
- Inibidores fortes do CYP3A4 em simultâneo (cetoconazol, itraconazol, claritromicina, ritonavir, nelfinavir, nefazodona)
- Diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio em simultâneo (exceto sob monitorização especializada)
- Hipersensibilidade conhecida
Gravidez: dados limitados; ao contrário da espironolactona, não há mecanismo antiandrogénico, mas a segurança não está estabelecida — utilizar apenas se o benefício claramente superar o risco. Aleitamento materno: dados limitados; considerar alternativa.
Interações medicamentosas
- Inibidores fortes do CYP3A4 — CRÍTICO. Aumenta os níveis de eplerenona 5 a 10 vezes. Combinações contraindicadas: cetoconazol, itraconazol, claritromicina, nefazodona, nelfinavir, ritonavir. Inibidores moderados (eritromicina, fluconazol, diltiazem, verapamil) — considerar redução da dose.
- Inibidores da ECA, BRA, alisquireno — hipercaliémia aditiva; monitorizar o potássio semanalmente no início.
- Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio — hipercaliémia aditiva; evitar.
- AINEs — aumenta o risco de lesão renal aguda (LRA) com IECA/BRA + eplerenona (quadrupla ameaça).
- Lithium — depuração reduzida; monitorizar os níveis.
- Erva-de-São-João — indutor do CYP3A4; reduz os níveis de eplerenona.
Armazenamento
Armazenar Eptus abaixo de 25°C. Manter fora do alcance das crianças.
Perguntas Frequentes
Por que escolher eplerenona em vez de espironolactona?
Duas razões principais: (1) se a espironolactona causou ginecomastia, sensibilidade mamária ou irregularidade menstrual — a seletividade MR da eplerenona evita estes efeitos. (2) Disfunção ventricular esquerda pós-IM — o estudo EPHESUS validou especificamente a eplerenona nesta população; o RALES da espironolactona estudou apenas IC grave. A espironolactona continua a ser mais barata e mais potente por mg; as vantagens da eplerenona são principalmente a tolerabilidade e a evidência específica pós-IM.
O Eptus vai aumentar o meu potássio?
Sim — a eplerenona é poupadora de potássio. Hipercaliémia >5,5 é a toxicidade limitante da dose, mais comum na DRC ou em combinação com IECA/BRA. Verificar no início (deve ser <5,0), 1 semana, 1 mês e depois a cada 3-4 meses. Adicionar ou ajustar a terapia se o potássio subir acima de 5,5.
Posso tomar ibuprofeno com Eptus?
Cursos curtos são geralmente aceitáveis com monitorização do potássio. AINEs crónicos + IECA/BRA + eplerenona aumentam substancialmente o risco de LRA (quadrupla ameaça). Preferir paracetamol.
Que alimentos devo evitar?
Substitutos de sal com baixo teor de sódio (que frequentemente utilizam cloreto de potássio) e alimentos ricos em potássio em grandes quantidades (bananas, laranjas, água de coco) — todos aumentam os níveis de potássio. Porções normais são aceitáveis; evite dietas com cargas deliberadas de potássio.
Onde posso comprar Eptus online?
Pode comprar Eptus (eplerenona 25/50 mg, 30-90 comprimidos) na MedsBase com embalagem discreta e envio mundial.
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